A inteligência artificial generativa não causará o desemprego em massa, mas levará à escassez de mão de obra ao criar muitos postos de trabalho. A visão sobre o futuro da tecnologia é do fundador da Amazon, Jeff Bezos, que abordou o assunto nesta quarta-feira (17).
Contrariando o pessimismo de quem acredita que a IA substituirá os humanos, o bilionário diz que isso não acontecerá. Para ele, as ferramentas inteligentes contribuirão de maneira positiva com a humanidade ao gerar novas oportunidades econômicas, exigindo uma maior quantidade de trabalhadores.
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Números contradizem previsão
Participando da conferência VivaTech em Paris (França), onde detalhou novos projetos de suas empresas Blue Origin e Prometheus, Bezos rebateu as críticas envolvendo a tecnologia e o trabalho. Conforme o empresário, muitas pessoas têm uma visão distorcida do tema.
- “Sei que existe muita preocupação, inclusive por parte de muitas pessoas inteligentes, de que a IA vá tornar os humanos redundantes e assim por diante”, comentou;
- “Discordo totalmente desse ponto de vista. E acho que, na verdade, a IA vai criar uma escassez de mão de obra”, prosseguiu;
- Ainda conforme o ex-CEO da Amazon, muitos trabalhadores são limitados por barreiras tecnológicas e não pela falta de ambição;
- Esse é outro ponto em que a IA pode ajudar, na superação de obstáculos, gerando maior produtividade se usada adequadamente, como opinou o palestrante.
Apesar da visão positiva de Bezos, mais de 97 mil pessoas perderam seus empregos nos Estados Unidos, em maio, com quase 40% dos cortes atribuídos à IA, como ressaltou a Reuters. A reportagem também aponta que metade dos americanos temem ser dispensados do trabalho com os avanços da tecnologia.
Uma das empresas que justificaram os cortes na força de trabalho com o aumento da automação foi a Amazon. Desde o final do ano passado, a gigante varejista cortou cerca de 30 mil vagas corporativas, parte delas devido aos ganhos de eficiência oferecidos pela IA.
Planos ambiciosos para o espaço
Durante a palestra, o executivo também falou sobre os avanços na exploração espacial. Ele acredita que as próximas viagens à Lua serão essenciais para a criação de uma base permanente no satélite natural, projeto que, por sua vez, contribuirá para missões ainda mais distantes.
Além disso, planeja transferir processos industriais causadores de poluição para o espaço, melhorando as condições ambientais, que retornariam ao estágio pré-Revolução Industrial. Um dos passos é tornar as viagens espaciais mais baratas.
Na conversa, Bezos falou, ainda, sobre a explosão do foguete New Glenn durante testes, no mês passado, tratada como um “duro golpe” para a Blue Origin. Relembre o incidente nesta matéria.
