Um passageiro de 78 anos entrou em coma após passar mal em um avião que pousou no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, na noite de sexta-feira (20). O idoso estava em um voo da Azul procedente de Portugal e precisou de atendimento médico ainda no aeroporto. O destino final dele seria a cidade de Vitória (ES), onde mora parte da família. Segundo os familiares, ele teve uma embolia pulmonar, passou por cirurgia e está inconsciente até o momento. Ele aguarda um leito no Hospital Mário Gatti.
Segundo a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, responsável pela administração do terminal, a companhia aérea acionou a equipe de resgate às 20h08, informando a necessidade de atendimento médico a bordo de uma aeronave vinda de Portugal.
De acordo com a concessionária, o passageiro foi encontrado pela equipe do aeroporto já desacordado e sentado em uma poltrona. Ele foi avaliado, medicado e removido às 20h48 em uma ambulância do próprio aeroporto para a UPA São José. Depois, foi transferido para o Hospital Mário Gatti, onde está internado. A família alega negligência.
Em nota, a Aeroportos Brasil Viracopos informou que seguiu todos os procedimentos de emergência assim que foi acionada pela companhia aérea.
A Azul afirmou que prestou toda a assistência necessária ao passageiro, desde o embarque no Porto, em Portugal, até o desembarque em Campinas e o atendimento médico no aeroporto.
Segundo a empresa, a tripulação percebeu que o passageiro não se sentia bem logo após o pouso e acionou imediatamente a equipe médica do aeroporto. Ainda conforme a companhia, foi oferecido suporte inicial dentro da aeronave, incluindo o uso de cilindro de oxigênio, até a chegada dos paramédicos.
A Azul nega que o passageiro tenha desmaiado durante o voo – veja a nota completa abaixo.
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Internação e falta de documentos
A concessionária informou ainda que o homem não portava documento físico no momento do atendimento e deu entrada na UPA sem identificação.
De acordo com a Prefeitura de Campinas, após o atendimento inicial na UPA São José, o paciente foi transferido para o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde seguia internado até a última atualização desta reportagem.
Em nota, a prefeitura informou que o hospital está em contato com a família do paciente.
O que diz a família
O idoso estava em Portugal com o filho e a nora, que o acompanharam até o aeroporto e o entregaram aos cuidados de uma funcionária da companhia aérea Azul para o embarque de volta ao Brasil.
De acordo com o protocolo da companhia e com a Resolução nº 280 da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), passageiros com mobilidade reduzida devem receber acompanhamento durante toda a viagem e atendimento prioritário. A norma prevê assistência no embarque, acomodação no assento, uso do banheiro, deslocamento para retirada de bagagem, conexões e desembarque.
Segundo a família, o idoso foi conduzido por uma funcionária da empresa até o embarque internacional. Ele levava uma pochete, uma sacola, além de documento pessoal e passaporte. O embarque ocorreu por volta do meio-dia, e ele desembarcou à noite no Aeroporto de Viracopos, em Campinas.
Os familiares afirmam que solicitaram previamente o serviço de assistência especial, com cadeira de rodas e suporte da tripulação. Ainda de acordo com eles, a chefe de cabine teria sido informada sobre as condições do passageiro e confirmou que o atendimento estava garantido.
No entanto, ao chegar ao Brasil, o idoso passou mal e precisou ser encaminhado ao hospital. A família relata que não foi comunicada pela companhia aérea sobre o ocorrido e que soube da situação por meio de uma ligação do Hospital Municipal Mário Gatti.
“Escrevi um bilhete e coloquei no bolso na calça dele, dizendo: ‘Olá, meu nome é Carlos Alberto. Eu vou precisar da ajuda de vocês para uma cadeira de rodas à minha espera, porque eu preciso dessa assessoria que nós pedimos aqui no aeroporto. Meu sogro é normal, ele conversa, ele anda, só que na hora ele precisava desse auxílio. Minha sogra acompanhou o voo em tempo real e me falou que ele não chegou. Me ligaram do hospital, um médico e um enfermeiro entraram em contato comigo, porque eu coloquei nossos contatos no bilhete também. Levaram ele para o hospital e ele entrou lá sem documento, sem passaporte, não levaram as coisas, não tinha as coisas dele na cabine da aeronave, e não falaram nada. Falaram que ele passou mal e que foi pego pelas faxineiras da limpeza do avião. As faxineiras vão depois que todo mundo sai. Ele teria que ser o primeiro a sair por não estar acordado. Ele teve uma embolia pulmonar, ele está entubado, passou por cirurgia, está inconsciente, está em coma. O que é ruim para a gente é o descaso, deixaram ele jogado no chão”,
disse, Lúcia Moraes, nora do idoso.
A Azul informou que “acompanhou o cliente e identificou imediatamente que ele não passava bem. O atendimento prestado seguiu todos os protocolos, inclusive com a documentação de todos os procedimentos. Segundo os relatos dos tripulantes, o Cliente não demonstrou sinais de inconsciência, enquanto estava sob o atendimento da equipe da Companhia. Tampouco foi encontrado no chão por funcionários da limpeza. A Azul reforça que ele teve atendimento da tripulação durante todo o tempo”.
A companhia afirmou, ainda, que, tentou acionar a família, porém, “o cliente não adicionou um contato de emergência, procedimento opcional no ato do check-in. Os únicos contatos registrados eram do próprio cliente e da agência de viagens. Além disso, após a transferência do cliente para a ambulância, a Azul não foi informada do seu destino pelo aeroporto, que foi responsável pela remoção”.
Acrescentrou: “Azul esclarece que, no atendimento emergencial, o procedimento é buscar a referência do contato de emergência do Cliente, como indicam os protocolos da Anac. Esse contato deve ser registrado no momento do check-in, ação opcional do passageiro, conforme informado anteriormente. Também como já relatado, o agente de solo da Companhia acompanhou o cliente somente até seu embarque na ambulância do aeroporto, não sendo informada a respeito da unidade hospitalar de destino”.
Leia a nota completa:
A Azul esclarece que a assistência a Clientes com necessidade de apoio especial é tratada com prioridade pela Azul, atendendo ao padrão de excelência da Companhia e dentro das exigências legais.
Sobre o Cliente em questão, a Companhia prestou toda a assistência necessária, desde o embarque no Porto, em Portugal, durante e voo, no desembarque em Campinas, e também no momento do atendimento médico no aeroporto de Viracopos. A Tripulação percebeu que o passageiro não se sentia bem tão logo a aeronave pousou, acionando imediatamente a equipe médica do aeroporto e oferecendo suporte inicial ainda no avião, inclusive com a utilização de cilindro de oxigênio da própria aeronave, até a chegada dos paramédicos. Em nenhum momento o Cliente desmaiou na aeronave, tampouco fora encontrado no chão do equipamento.
O atendimento foi conduzido por médicos da equipe do aeroporto, com acompanhamento da Tripulação durante todo o procedimento. Posteriormente, ele foi encaminhado à ambulância para remoção hospitalar, também com acompanhamento de um agente de solo da Azul. Da mesma forma, seus pertences foram recolhidos e encontram-se sob os cuidados da Companhia.
Todos os procedimentos do atendimento ao Cliente seguiram os protocolos para este tipo de caso, e estão devidamente documentados, conforme previsto nas normas regulatórias. A Azul está à disposição dos familiares, com contato ativo do Serviço de Atendimento ao Cliente.
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