
O Irã lançou novos ataques com mísseis e drones contra Israel e países do Golfo na madrugada desta segunda-feira (9), ampliando a guerra no Oriente Médio após a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país.
Segundo a televisão estatal iraniana, a primeira onda de mísseis foi disparada sob o comando do novo líder contra Israel. A emissora exibiu imagens de um projétil com a mensagem “Às suas ordens, Sayyid Mojtaba”.
Israel respondeu com uma nova rodada de bombardeios contra alvos na região central do Irã, de acordo com as Forças de Defesa de Israel. O Exército também afirmou ter atingido posições do grupo Hezbollah em Beirute.
A sucessão no regime iraniano marca uma nova fase do conflito, e é vista por especialistas como um indicativo de que o regime segue no controle das decisões em Teerã, removendo qualquer sinal de alívio no conflito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (8) que Washington deveria ter voz na escolha do novo líder iraniano. “Se ele não tiver nossa aprovação, não vai durar muito”, disse Trump em entrevista à ABC News.
Ataques no Golfo
A escalada também atingiu países do Golfo Pérsico. No Bahrein, um ataque iraniano com drones contra a ilha de Sitra deixou 32 civis feridos, segundo o Ministério da Saúde local. Quatro vítimas estão em estado grave, incluindo crianças.
Horas depois, outro ataque iraniano atingiu a instalação petrolífera Al Ma’ameer, uma das principais do país, provocando incêndio e danos materiais.
Explosões também foram registradas em Doha, capital do Qatar, onde o Ministério da Defesa informou que sistemas de defesa aérea interceptaram mísseis disparados pelo Irã.
O Kuwait afirmou que interceptou sete mísseis e cinco drones direcionados ao país.
Em resposta aos ataques, os Estados Unidos ordenaram a retirada de parte do pessoal de sua embaixada na Arábia Saudita, incluindo funcionários não essenciais e familiares, devido ao risco de segurança.
Conflito se espalha
Os ataques iranianos fazem parte da retaliação contra a ofensiva liderada por Estados Unidos e Israel, que desde o fim de fevereiro atingiu diversos alvos no território iraniano.
Teerã respondeu atacando Israel e bases militares americanas na região, além de países do Golfo que abrigam tropas dos EUA, como Qatar, Kuwait, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
No Líbano, o Hezbollah afirmou ter realizado 18 operações militares no domingo, sendo 13 contra Israel e cinco dentro do próprio território libanês.
Israel também voltou a emitir ordens de evacuação para moradores dos subúrbios ao sul de Beirute, alertando para ataques iminentes contra prédios ligados à associação financeira Al-Qard al-Hasan, que o governo israelense acusa de financiar atividades do Hezbollah.
Mortos e feridos
Segundo autoridades de saúde iranianas, o conflito já deixou 1.255 mortos e mais de 12 mil feridos no Irã nos últimos nove dias.
Entre as vítimas estão 200 mulheres e 168 crianças, incluindo alunos mortos em um ataque contra uma escola primária na cidade de Minab.
Também foram registradas baixas entre profissionais de saúde: 11 mortos e 55 feridos, entre médicos, enfermeiros e socorristas.
Escalada regional
A guerra também levou outros países a reforçar suas posições militares. A Turquia anunciou o envio de seis caças F-16 e sistemas de defesa aérea para o norte de Chipre, território controlado por Ancara.
Enquanto os ataques continuam, o presidente Donald Trump afirmou ao site Times of Israel que a decisão sobre quando encerrar a guerra será tomada “mutuamente” com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, embora a palavra final seja sua.
Novas explosões foram registradas nesta segunda-feira em Teerã, enquanto as forças israelenses afirmaram ter detectado outra onda de mísseis lançados pelo Irã em direção ao território israelense.
(com Reuters e AFP)
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