
O Irã está recorrendo cada vez mais a drones, em vez de mísseis, para atacar países do Golfo à medida que a guerra no Oriente Médio se prolonga.
Dados dos ministérios da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein mostram que a imensa maioria dos projéteis disparados contra esses países nos últimos dias tem sido de drones, mais frequentemente do tipo Shahed, de fabricação iraniana.
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O número de lançamentos de mísseis de cruzeiro e balísticos caiu drasticamente — de centenas no início da guerra para apenas três contra os Emirados Árabes Unidos em 4 de março. As defesas aéreas em toda a região interceptaram a maior parte das ameaças.
Os Emirados Árabes Unidos, um importante aliado dos Estados Unidos, interceptaram mais projéteis iranianos do que seus vizinhos — Kuwait, Bahrein, Catar e Arábia Saudita.
Em geral, os drones carregam cargas explosivas menores do que os mísseis e tendem a causar menos destruição, embora ainda possam provocar danos significativos dependendo do alvo. Seu custo mais baixo e o fato de poderem ser lançados facilmente em grande número fazem deles um desafio persistente para os sistemas de defesa aérea.
A continuidade da dependência de drones pode refletir vários fatores. Os Estados Unidos e Israel têm atacado estoques de mísseis e locais de lançamento desde que iniciaram sua ofensiva contra o Irã em 28 de fevereiro, o que pode ter limitado a capacidade de Teerã de realizar bombardeios prolongados. A República Islâmica também pode estar poupando armas mais avançadas, enquanto mantém pressão sobre os interesses americanos na região.
Os drones criam um desequilíbrio econômico na defesa aérea: são muito mais baratos do que os interceptadores usados para abatê-los. O Irã possui ampla capacidade de produção de drones e, segundo avaliações amplamente difundidas, continua a fabricá-los mesmo durante a guerra.
Dados do governo do Bahrein também ilustram a mudança tática iraniana. O reino afirmou que suas defesas aéreas interceptaram mais drones do que mísseis, com ondas de ataques cada vez mais dominadas por aeronaves não tripuladas nos últimos dias.
© 2026 Bloomberg L.P.
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