Uma jovem de 19 anos foi morta a golpes de martelo dentro de um condomínio no bairro Parque Progresso, em Itapira, na manhã desta sexta-feira (1º). Dois homens, de 37 e 39 anos, foram presos, suspeitos de envolvimento no crime.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi atingida na região do pescoço e morreu no local. Ainda segundo as autoridades, o crime teria ocorrido após uma discussão entre a jovem e os suspeitos.
A PM (Polícia Militar) foi acionada por um vizinho que ouviu uma mulher pedindo socorro para atender a ocorrência por volta das 6h20. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a vítima já sem vida.
Como a jovem foi morta?
Um casal que também estava no apartamento disse à polícia que dormia em outro cômodo e não ouviu o crime. A apuração inicial indica que a vítima era garota de programa.
À PM, os suspeitos confessaram o crime, mas apresentaram versões diferentes sobre os detalhes. Eles disseram que a briga começou por um desacordo sobre o pagamento.
Segundo o relato, a jovem foi atacada primeiro com um martelo. Em seguida, ela tentou se trancar em um quarto, mas um dos homens arrombou a porta e a esfaqueou, alegando aos policiais que “se desesperou” com os gritos dela.
O caso está sendo investigado pela Delegacia Seccional de Mogi Guaçu como feminicídio.
Feminicídios bateram recorde em 2025
Em 2025, os feminicídios nas regiões de Campinas e Piracicaba superaram, já no dia 11 de dezembro, todo o total registrado em 2024. Foram 29 mulheres assassinadas, contra 28 casos no ano anterior. Somente em dezembro, cinco feminicídios foram confirmados.
Em todo o Brasil, 2025 também registrou um recorde histórico, com 1.470 feminicídios, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número supera os 1.464 casos registrados em 2024, até então a maior marca.
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Os dados indicam que, em média, quatro mulheres foram mortas por dia no país no ano passado.
De acordo com o 18º Boletim Sisnov, do Sistema de Notificação de Violência de Campinas, cônjuges e ex-cônjuges são responsáveis por 42% das agressões contra mulheres.
Mais da metade das vítimas de violência doméstica demora para registrar ocorrência em Campinas

Mais da metade das mulheres vítimas de violência doméstica demora para registrar o crime em Campinas. Um levantamento da SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), obtido por meio da Lei de Acesso à Informação, mostra que 51% dos boletins de ocorrência foram feitos mais de 24h após após a agressão.
Entre 2021 e 2025, foram registrados 14.867 boletins de ocorrência por violência doméstica na cidade. Desse total, 7.327 (49%) foram feitos no mesmo dia da agressão, enquanto 7.540 (51%) ocorreram depois ou não possuem informação sobre a data do fato.
Os dados detalham o tempo entre a violência e o registro da ocorrência:
• No mesmo dia: 7.327 casos (49%)
• No dia seguinte: 3.749 (25,2%)
• De 2 a 7 dias depois: 2.343 (15,7%)
• De 8 a 30 dias depois: 806 (5,4%)
• De 31 a 90 dias depois: 180 (1,2%)
• De 91 a 180 dias depois: 87 (0,6%)
• De 181 a 365 dias depois: 34 (0,2%)
• Entre 1 e 5 anos depois: 34 (0,2%)
• Mais de 5 anos depois: 21 (0,1%)
Em alguns casos, o intervalo entre o crime e o registro é ainda maior. Há ocorrências em que a violência aconteceu até 20 anos antes da denúncia, como um caso em que o fato ocorreu em 2005, mas o boletim foi registrado apenas em 2025.
Ana Carolina Bacchi, delegada da 1ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Campinas, explica que, mais que formalizar a ocorrência, o registro permite acesso a uma rede de apoio às mulheres vítimas de violência na cidade.
“Com o boletim de ocorrência aqui em Campinas, realmente ela pode pedir a questão do abrigo, tem o auxílio moradia, tem alguns outros auxílios que abrem espaço pra isso. Mas precisa realmente do registro. Somente com o registro ela consegue ter acesso a alguns e muitos serviços que são disponibilizados aqui pra Campinas”, explica.
*Com informações da EPTV Campinas
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