
Um juiz federal em São Francisco, nos EUA, concedeu uma liminar à Anthropic em processo contra o governo Trump, suspendendo, por ora, medidas que buscavam restringir o uso da tecnologia da empresa por órgãos federais.
A ação foi movida pela desenvolvedora de inteligência artificial para reverter sua inclusão em uma lista de “risco para a cadeia de suprimentos” do Departamento de Defesa (Pentágono) e uma ordem do presidente Donald Trump que proibia agências federais de utilizarem os modelos Claude.
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A decisão da juíza Rita Lin impede temporariamente a administração Trump de implementar, aplicar ou fazer cumprir a diretiva presidencial, além de limitar a tentativa do Pentágono de classificar a Anthropic como ameaça à segurança nacional dos EUA.
A empresa argumentou que as medidas estavam causando danos financeiros e reputacionais significativos e configuravam retaliação por críticas à posição do governo em negociações contratuais.
Em sua decisão, Lin escreveu que “punir a Anthropic por trazer escrutínio público à posição contratual do governo é um caso clássico de retaliação ilegal sob a Primeira Emenda”.
A juíza também criticou a base legal usada pelo governo, afirmando que nada na legislação “permite que uma empresa americana seja rotulada como potencial adversária e sabotadora dos EUA por expressar discordância com o governo”.
O conflito ganhou força após o Pentágono declarar publicamente a Anthropic um risco para a cadeia de suprimentos, classificação historicamente reservada a empresas de países adversários, o que obriga grandes contratadas de defesa — como Amazon, Microsoft e Palantir — a certificarem que não usam os modelos da companhia em trabalhos militares.
Paralelamente, Trump ordenou em rede social que agências federais deixassem de utilizar a tecnologia da empresa, acusando a Anthropic de ser uma “companhia de IA radical de esquerda”.
A disputa tem origem em negociações fracassadas sobre o uso dos modelos da Anthropic em plataformas de IA do Departamento de Defesa.
O governo buscava acesso amplo à tecnologia para todos os usos permitidos em lei, enquanto a empresa queria garantias de que seus sistemas não seriam empregados em armas totalmente autônomas ou em vigilância em massa doméstica.
Sem acordo, o impasse foi parar na Justiça, e uma decisão final sobre a legalidade das ações do governo ainda deve levar meses.
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