A Justiça soltou, neste domingo (29), a mulher suspeita de tentar beijar uma adolescente à força e atear fogo em um apartamento no Centro de Campinas na noite deste sábado (28). Ela foi presa em flagrante.
De acordo com a decisão da audiência de custódia, não houve conversão para prisão preventiva por causa da primariedade da indiciada, ou seja, ela não tem histórico de ocorrências policiais. Além disso, a suspeita não preenche os requisitos para a manutenção da custódia cautelar.
Em liberdade, ela deverá comparecer a todos os atos processuais e cumprir as seguintes medidas:
- proibição de acesso e frequência a bares e lugares de reputação duvidosa.
- proibição de se ausentar de Campinas por mais de 8 dias, sem prévia autorização judicial;
- proibição de mudar de endereço sem prévia autorização judicial;
- proibição de contato por qualquer forma ou aproximação de até 200 metros da vítima.
Entenda o caso
Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante, na noite deste sábado (28), suspeita de invadir um apartamento, tentar beijar uma adolescente e atear fogo no imóvel. O caso aconteceu em um prédio na Rua Conceição, no Centro de Campinas.
De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem de 17 anos estava sozinha no apartamento em que vive com duas irmãs adultas, quando uma vizinha entrou no local sem autorização. Ela empurrou e tentou beijar a adolescente à força.
A jovem conseguiu fugir e foi pedir ajuda ao porteiro do prédio. Quando ele foi ao apartamento, encontrou a suspeita no corredor. Instantes depois, a adolescente percebeu que o imóvel pegava fogo.
Quatro viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas e as equipes conseguiram controlar as chamas, evitando que o incêndio se espalhasse. A Defesa Civil esteve no local para avaliar o estado do prédio após as chamas.
A Polícia Militar abordou a suspeita no local. Aos policiais, ela disse que o fogo começou em uma televisão. Um isqueiro foi encontrado no bolso traseiro da calça que ela vestia e foi apreendida.
O local passou por perícia e os vídeos registrados por câmeras de segurança do corredor foram anexados à investigação, conduzida pela Polícia Civil.
A suspeita foi encaminhada à cadeia feminina de Paulínia e vai responder por importunação sexual e incêndio criminoso.
Apartamento destruído
A reportagem da EPTV Campinas esteve no apartamento, na manhã deste domingo (29). As imagens registradas no local mostram o imóvel destruído, coberto por cinzas e por destroços de móveis que foram queimados. O apartamento foi interditado até que o proprietário faça adequações apontadas pela secretaria de Urbanismo de Campinas.
Em conversa com o repórter Jorge Talmon, da EPTV Campinas, a irmã da vítima disse que a suspeita estava “totalmente alcoolizada”.
“O que a gente pode fazer é recorrer a meios de Prefeitura, Defesa Civil e um advogado também, né, pra poder tomar alguma providência. Porque a gente tá sem nada”, disse a irmã
Em nota, a secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social informou que a pasta presta suporte emergencial à família, que foi acolhida por vizinhos. As irmãs receberam um Cartão Nutrir, colchões, cobertores, toalhas de banho, lençóis, kits de higiene pessoal, algumas roupas e kit de limpeza.
Ainda de acordo com a secretaria, a família foi orientada a procurar o serviço de referência da rede socioassistencial, o DAS Leste, para receber apoio na reorganização dos documentos perdidos no incêndio, como certidões e outros registros pessoais.
*Com informações da EPTV Campinas
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