
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse na tarde desta quinta-feira (7) que saiu “muito muito satifeito” da reunião que teve mais cedo com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. “Foi uma reunião importante para o Brasil, foi uma reunião importante para os Estados Unidos”, completou.
Durante a coletiva de imprensa de Lula na Embaixada do Brasil em Washington, o brasileiro disse que saiu muito otimista do encontro, que Trump disse que gosta muito do Brasil e ainda comentou a foto dos dois ao fim do encontro, na qual o americano aparece sorrindo: “O presidente Trump rindo é melhor do que de cara feia.”
Lula ainda contou ter brincado com Trump sobre a Copa do Mundo de futebol, que terá os Estados Unidos como uma das sedes. O petista disse ter falado que espera que os EUA não cancelem vistos de jogadores da seleção brasileira. Questionado sobre a resposta de Trump, Lula disse: “Ele riu porque agora ele vai rir sempre, ele aprendeu que rir é muito bom”.
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Assuntos abordados
Segundo Lula e os ministros que participaram do encontro, durante as cerca de três horas de conversa foram abordados os temas do comércio e das tarifas, da cooperação internacional no combate ao crime organizado e dos minerais críticos. O brasileiro disse ainda que defendeu uma reforma no Conselho de Segurança da ONU.
Antes de Lula começar a falar, os ministros que participaram do encontro fizeram breves relatos sobre os temas debatidos de suas áreas e foram unânimes em avaliar a reunião de forma muito positiva. “Clima amistoso”, “reunião excelente”, “muito exitosa” e “extremamente otimistas” foram algumas formas que eles definiram.
Quanto aos minerais críticos, Lula disse que explicou o cenário atual no Brasil, inclusive a aprovação de uma nova lei sobre o tema pela Câmara dos Deputados na noite desta quarta (6). O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, não detalhou, mas deu a entender que devem haver investimentos americanos no Brasil nesta área.
No tema das tarifas, os brasileiros mostraram aos americanos que o Brasil já tem um déficit no comércio coms os EUA e que por isso não faz sentido sobretaxar produto brasileiros. Segundo Lula, havia alguma divergência e por isso as equipes dos dois países continuarão em contato e se encontrarão novamente em 30 dias.
Sobre o combate ao crime organizado, Lula defendeu a criação de um grupo de países para atuar neste assunto. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ter falado sobre a importância de asfixiar financeiramente as organizações criminosas.
Temas não discutidos
Fora a defesa da reforma do Conselho de Segurança da ONU, Lula negou ter abordado com profundidade outros temas de relações internacionais: “Eu vim aqui especialmente para discutir os assuntos brasileiros”, disse, acrescentando que está a disposição para falar sobre qualquer país que os EUA queiram conversar.
O presidente do Brasil também afirmou que não conversou com Trump sobre eleições, nem as brasileiras, nem as de outros lugares.
Havia ainda a expectativa de que os presidentes falassem sobre o Pix, que os americanos veem como um risco ao sistema financeiro, mas Lula disse que o tópico não foi abordado: “Trump não falou de Pix, eu também não”.
Lula entregou documentos a Trump
Lula relatou ter entregado dois documentos a Trump durante o encontro. O primeiro foi a lista das autoridades brasileiras que ainda estão sob sanção dos Estados Unidos, com seus vistos de entrada nos EUA revogados. Entre eles, estão o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e sua filha de 10 anos.
Apesar de não ter falado sobre a guerra no Irã, Lula também disse que entregou a Trump o acordo de não proliferação de armas nucleares de 2010, que foi assinado pelo Irã e costurado pelo Brasil. Trump teria dito que vai lê-lo esta noite.
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