
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por cerca de 50 minutos, nesta segunda-feira (26), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma ligação que tratou de temas econômicos, da relação bilateral e do cenário internacional.
Um dos principais pontos da conversa foi o convite feito por Trump para que o Brasil participe de um Conselho de Paz voltado à guerra na Faixa de Gaza.
Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula condicionou a participação brasileira à reformulação do formato do conselho. O presidente propôs que o órgão tenha atuação restrita ao conflito em Gaza e inclua representação formal da Palestina.
No mesmo contexto, voltou a defender uma reforma mais ampla da Organização das Nações Unidas, com ampliação do número de membros permanentes do Conselho de Segurança.
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Economia
Além da agenda diplomática, os dois líderes trocaram impressões sobre o desempenho econômico de Brasil e Estados Unidos. Conforme o Planalto, foram citados indicadores que apontam perspectivas positivas para as duas economias. Trump teria avaliado que o crescimento dos dois países é benéfico para toda a região.
Os presidentes também destacaram o recente alívio em parte das tarifas impostas a produtos brasileiros, resultado do diálogo bilateral nos últimos meses.
Durante a conversa, Lula retomou uma proposta enviada ao Departamento de Estado em dezembro para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado. O presidente brasileiro manifestou interesse em aprofundar a parceria em áreas como repressão à lavagem de dinheiro, tráfico de armas, congelamento de ativos de organizações criminosas e troca de informações sobre transações financeiras. Segundo a nota oficial, a iniciativa foi bem recebida por Trump.
A situação na Venezuela também entrou na pauta. Lula enfatizou a importância de preservar a estabilidade regional e de buscar soluções que priorizem o bem-estar da população venezuelana.
Ao final do telefonema, os dois presidentes acertaram a realização de uma visita de Lula a Washington. O encontro presencial deve ocorrer após a viagem do presidente brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, prevista para fevereiro, em data que ainda será definida pelas equipes diplomáticas.
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