A Meta está desenvolvendo uma versão digital de Mark Zuckerberg, alimentada por inteligência artificial generativa, que poderá interagir com funcionários da empresa no lugar do CEO. Detalhes do projeto foram revelados pelo Financial Times nesta segunda-feira (13).
A iniciativa faz parte de um programa mais amplo, que objetiva desenvolver personagens de aparência fotorrealista alimentados por IA com os quais é possível interagir em tempo real. O líder da companhia foi escolhido para a estreia, mas outras personalidades também devem ganhar suas versões.
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Clone de IA substituirá o CEO em algumas tarefas
De acordo com a reportagem, Zuckerberg está diretamente envolvido na criação da sua versão feita com IA. Ele tem colaborado com o treinamento e os testes do bot, que poderá replicar diversas características comportamentais do executivo.
- O personagem de IA será capaz de imitar o tom de voz e os trejeitos do bilionário, assumindo seu lugar em determinadas ocasiões;
- A novidade também está sendo alimentada com declarações públicas do CEO e suas ideias relacionadas às estratégias recentes da gigante da tecnologia;
- Dessa forma, os funcionários se sentirão mais conectados à liderança, mesmo interagindo com a versão digital de Zuckerberg;
- Conforme as fontes ouvidas, o projeto ainda está em fase inicial e não há previsão de lançamento do bot que simula o executivo.
O relatório aponta que a iniciativa surgiu inspirada no sucesso da Character AI, plataforma para a criação de bots de IA personalizados, simulando interações com figuras famosas por meio de texto e voz. O executivo teria se impressionado com a adesão dos jovens ao serviço.
Mas ao contrário da ferramenta criada por ex-funcionários do Google, os personagens de IA da Meta devem ser focados em uso interno, não ficando disponíveis para consumidores. A proposta é que eles tirem dúvidas e orientem as equipes quando necessário.
Desafios para superar
Para disponibilizar o personagem de IA baseado em Zuckerberg, a Meta precisará lidar com alguns desafios que têm dificultado a expansão do projeto. Um deles é a alta capacidade de processamento para refinar o bot.
O realismo desejado depende de um grande poder computacional, assim como os esforços para evitar atrasos nas interações. A big tech também vem aprimorando as vozes das IAs, após adquirir duas empresas de dublagem no ano passado.
Vale lembrar que o projeto é diferente do “agente CEO” que o executivo planeja criar para auxiliá-lo em tarefas rotineiras. Ele também prometeu desenvolver uma superinteligência pessoal e tem incentivado cada vez mais o uso de IA pelos funcionários.
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