
O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York, John Williams, alertou nesta terça-feira, 3, que a consequência mais direta do conflito no Oriente Médio virá de preços de petróleo mais altos, que podem impulsionar a inflação no curto prazo, embora os efeitos dependam da duração das tensões. “Vamos ter que ver o quão persistente será, mas teria um efeito sobre a inflação em geral”, afirmou ele, durante evento em Washington.
Por outro lado, Williams comentou que, se a inflação seguir a trajetória esperada de desaceleração, novos cortes de juros podem ser justificados para levar as taxas ao seu nível “real” estável, ou seja, sem estimular ou restringir a economia.
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Com o dólar subindo mais de 2% ante o real, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,9% no fim da tarde, em alta de 21 pontos-base ante o ajuste de 12,69% da sessão anterior
Outro motivo poderia ser um ambiente de inflação baixa, que exigiria juros abaixo da taxa neutra.
Atualmente, o dirigente vê a política monetária como bem calibrada e projeta condições econômicas estáveis ao longo de 2026.
Williams tem direito a voto nas decisões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, em inglês).
*Com informações da Dow Jones Newswires.
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