A Meta interrompeu o uso de um programa de treinamento de inteligência artificial após um vazamento de dados de dentro da própria empresa, apurou o site Business Insider. Um print de tela obtido pelo veículo mostra que a ferramenta expôs informações extraídas de conversas privadas de um funcionário. A companhia confirmou o incidente e afirmou que investiga a causa do problema.
Segundo a reportagem, o vazamento expôs conteúdos de conversas, métricas de desempenho e transcrições para toda a empresa. O incidente foi classificado como SEV 2 em uma escala de severidade que vai de 0 a 5, sendo 0 o nível mais crítico.
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“Elaboramos este programa cuidadosamente com salvaguardas de privacidade e, embora não tenhamos, no momento, qualquer indício de que dados tenham sido acessados indevidamente por funcionários da Meta, estamos suspendendo-o enquanto investigamos”, disse um porta-voz da companhia.
O software utilizado para monitorar os computadores da Meta faz parte da iniciativa Model Capability Initiative (MCI). A solução tem como objetivo aprimorar modelos de IA em tarefas humanas mais difíceis de reproduzir, como o uso do computador e a interação com interfaces gráficas. A maior parte dos funcionários da empresa é obrigada a manter o programa instalado em seus dispositivos de trabalho.
O incidente aumentou a insatisfação entre funcionários da Meta, especialmente entre aqueles que já se opunham ao monitoramento obrigatório. “Estou indignado. Não vejo indícios de acesso malicioso, mas o fato de esses dados não estarem protegidos como prometido originalmente é extremamente frustrante”, afirmou um funcionário, segundo um print obtido pela Business Insider.
Segundo grande incidente recente envolvendo IA da Meta
O vazamento de conversas privadas por meio de uma ferramenta de IA representa o segundo grande incidente recente envolvendo tecnologias da Meta. Recentemente, o assistente de IA utilizado no suporte da empresa foi explorado como vetor de ataque para roubo de contas do Instagram por meio de engenharia social em linguagem natural.
Nesse caso, o problema afetou usuários da plataforma. O golpe consistia em convencer o chatbot a associar um novo endereço de e-mail à conta alvo e, posteriormente, substituir as credenciais de acesso, permitindo o controle indevido do perfil.
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