
A ex-primeira-dama e presidente Michelle Bolsonaro (PL) reagiu à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a polêmica envolvendo a ala “neoconservadores em conserva”, presente no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói. Durante coletiva na Índia, Lula afirmou que não pensava os sobre carros alegóricos e apenas aceitou a homenagem da escola.
“Eu não sou carnavalesco. Eu não fiz o samba-enredo. Não cuidei dos carros alegóricos. Eu fui apenas homenageado em uma música maravilhosa”, afirmou Lula durante entrevista coletiva em Nova Délhi, na Índia.
Segundo o presidente, o enredo foi uma homenagem à saga de sua mãe e não cabia a ele dar palpite sobre o desfile, apenas aceitar ou não a homenagem. “Foi uma pena que a minha mãe já tivesse morrido e não ouvisse a música. A música é, na verdade, uma homenagem à minha mãe.”
‘Não sou carnavalesco’, diz Lula sobre críticas a desfile de escola de samba
“Eu não fiz o samba-enredo. Não cuidei dos carros alegóricos. Eu fui apenas homenageado em uma música maravilhosa”, afirmou Lula
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Em uma publicação no Instagram, Michelle compartilhou a declaração de Lula com o comentário “Não pensa, não é o carnavalesco, não fez o samba-enredo, não cuidou dos carros alegóricos. Teve anuência da chacota e do escárnio e, mesmo assim, não se opôs. Ainda diz que foi extraordinário. Não adianta. As máscaras caem, a podridão é exposta e a verdade sempre prevalece”.

A alegoria “neoconservadores em conserva” representou a chamada “família tradicional” — representada por um casal heterossexual com filhos — dentro de uma lata de conserva em fantasias pela Marquês Sapucaí.
Na mesma alegoria, também apareceram figuras associadas a evangélicos, militares e mulheres brancas. A cena provocou reação imediata de parlamentares e lideranças ligadas a pautas conservadoras, que apontam que a encenação teria ultrapassado o campo da sátira social e atingido a fé cristã.
A ala tem sido criticada até por parte do governo. Nesta semana, o vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, defendeu que quem quer governar o país “precisa entender o Brasil real” e a sigla “não pode deixar de dialogar com quem é conservador nos costumes”.
Dados da pesquisa Ideia, divulgada quatro dias após a passagem da escola pela Avenida, mostraram que 61,1% dos evangélicos acreditam que houve ofensa ou preconceito na ala, enquanto 34,3% classificaram o desfile como uma “ofensa à liberdade religiosa” e 26,8% disseram que se tratou de uma “representação preconceituosa”.
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