O novo Audi RS5 foi anunciado com um tipo de suspense que já não é novidade há muito tempo. O carro aparece no contraluz, escondido nas sombras, de modo que apenas algumas de suas linhas e luzes fiquem em evidência. Isso, porém, vai contra o tamanho da novidade do modelo: em versões sedã e perua, o novo RS5 estreia com uma configuração inédita entre os carros esportivos da divisão RS.
Comecemos, porém, pela aparência. Na dianteira, a grade fica ainda maior em relação às versões civis do A5 e ganha, além de uma trama diferente de toda a linha, acabamento em preto brilhante e aletas para controlar o fluxo de ar.
A grade ainda se liga com as aberturas das extremidades, provocando o efeito de ser uma única e gigante abertura, e força o reposicionamento das quatro argolas da Audi, que têm a porção superior apoiada na lataria. Os faróis de leds matriciais são os mesmos, com uma função que permite a escolha entre diversas opções de assinaturas luminosas.
De perfil, os para-lamas foram alargados e deixaram o esportivo 9 cm mais largo em relação ao A5 convencional, segundo a marca. Há também novas rodas, de 20” ou 21”, que exibem um desenho de seis raios diferente do anterior.

Na traseira, quem rouba a cena é o novo difusor, que abriga duas grandes saídas de escape ovais em posição quase central – como opção, a peça inferior pode ser em carbono forjado. Tanto a versão sedã, quanto a perua, terão spoilers não muito chamativos e manterão as lanternas, também com variações de assinaturas.

Por dentro, há predominância do preto e detalhes em vermelho no volante, bancos e nas animações do quadro de instrumentos digital e da central multimídia, de 11,9’’ e 14,5’’, respectivamente.
Segundo a Audi, a central terá um modo de pista, que guarda tempos de volta e pode até dividir o percurso em setores. As telas serão acompanhadas de um terceiro display para o passageiro com 10,9’’, além de um head-up display opcional.

Os bancos esportivos dianteiros seguem a coloração padrão da cabine e ostentam o símbolo RS. De fábrica, eles já vêm com funções de massagem e ajustes elétricos.
A Audi destaca o interior sem couro do RS5, onde predomina o uso de tecido Cascade nos painéis e bancos, e Dinamica (algo como uma Alcantara) em suportes e descansos de braço. Quem quiser volante e outros detalhes feitos com material de origem animal, terá que pagar a mais.

O novo RS5 é um híbrido plug-in feito sobre a plataforma PPC (Premium Platform Combustion), sendo denominado pela própria Audi como o seu primeiro PHEV de alto desempenho.
E não é para menos: o esportivo mantém o antigo motor V6 2.9 biturbo de 510 cv e 61,18 kfgm, mas que passa a ser combinado a outro elétrico, de 177 cv e 46,9 kgfm. O resultado é uma cavalaria combinada de 639 cv e 84,1 kgfm de torque.

A arquitetura elétrica é de 400 volts e os motores elétricos são alimentados por uma bateria de 25,9 kWh, que promete 84 km de autonomia em modo elétrico. A Audi também promete que o modelo acelera de 0 a 100 km/h de 3,6 segundos, e que a velocidade máxima é de 285 km/h – limitada eletronicamente. O consumo combinado chega a 26,3 km/l, segundo a marca.
Mas não é só de números empolgantes que vive o novo RS5. Para aprimorar sua condução, o esportivo tem transmissão tiptronic automática de oito marchas, acoplada a um diferencial central de deslizamento limitado, que distribui o torque entre os dois eixos conforme a situação atual de condução.

Para lidar com a distribuição de torque entre os eixos, a Audi utiliza pela primeira vez um diferencial central. Ele trabalha com uma pré-carga, que garante que esteja sempre parcialmente travado. Na prática, a marca diz que isso diminui o subesterço nas curvas, melhora a resposta da direção e também favorece a tração.
Combinado a isso, há um novo controle de torque dinâmico no eixo traseiro. A parte centra deste sistema é um pequeno motor elétrico de 10 cv, que atua diminuindo o tempo de distribuição de torque entre as rodas traseiras para apenas 15 milissegundos.

Na Alemanha, o RS5 sedã tem preço inicial 106.200 euros, cerca de R$ 652.335 (em conversão direta, sem impostos) e, a versão Avant, tem preço sugerido de 107.850 euros (R$ 662.470). As encomendas começarão ainda no primeiro trimestre de 2026, porém, as primeiras entregas ficarão para o segundo semestre.
O modelo ainda não está oficialmente confirmado para o Brasil, mas visto a atual estratégia da Audi por aqui, é possível que ele desembarque no país em 2027.
