Com o avanço da tecnologia, ir até uma agência bancária deixou de ser rotina para muita gente. Mas, para alguns, o atendimento presencial ainda é necessário e, às vezes, a única alternativa. Apesar disso, nos últimos seis anos, o número de agências bancárias em Campinas caiu quase pela metade, segundo um levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
A pesquisa, feita com base em dados do Banco Central do Brasil e a pedido do Sindicato dos Bancários de Campinas e Região, aponta que a cidade perdeu 96 unidades em seis anos.
Em 2019, Campinas tinha 224 agências. Porém, o número caiu para 128, em 2025. Ou seja, uma redução de cerca de 42,9%.
A situação não é muito diferente nas 37 cidades que compõem a base do sindicato. Ao todo, foram fechadas 189 agências na região, uma queda de 36,5%.
Centro perdeu mais da metade das agências
A queda é ainda mais acentuada no Centro, que perdeu mais da metade das unidades. Em 2019, a região contava com 35 agências e, hoje, restam apenas 12, o que representa uma redução de 65%.
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Mudança pesa para quem depende do atendimento
Quem tem sofrido com a queda no número de agências bancárias é a dona Teresinha, de 79 anos. Ela tem o costume de fazer tudo sozinha, inclusive pagar contas. Mas sua rotina mudou depois que sua agência no bairro Vila Nova fechou as portas. Agora, Teresinha depende da ajuda da filha para realizar operações bancárias pelo aplicativo do banco.
“Quando eu fui ao banco com a minha filha, passamos lá e ela falou ‘mãe, fechou o banco’. E às vezes você quer saber o seu saldo, você quer saber as coisas do banco, né? Tem o gerente, que a gente já é bem parceiro, então está difícil”, disse em entrevista a EPTV Campinas.
Além do fechamento de unidades, o Sindicato dos Bancários também alerta que algumas agências continuam abertas, mas com atendimento presencial reduzido.
“Você fecha a quantidade de agências, fecha os lugares que a população pode ser atendida. E por consequência disso, a outra preocupação nossa é a redução do número de bancários. Fechando agência, vai ter menos bancários. Mesmo agências que estão abertas hoje, elas estão com uma situação de poucas pessoas para atender uma quantidade maior”, explicou Lourival Rodrigues da Silva, presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e região.
Ele também chama a atenção para os golpes que migraram para as plataformas digitais, assim como os serviços bancários.
“É uma coisa que preocupa bastante, porque está acontecendo muitos golpes nas redes sociais e as pessoas querem ir até o banco para falar, ‘poxa, eu quero conversar com o gerente para saber se ele realmente me ligou, se me ligou, o que é isso, como que eu resolvo isso’”, completou.
*Com informações de Helen Sacconi/ EPTV Campinas
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