
Existe em San Diego, EUA, um dos “clubes” mais restritos do mundo: o grupo de executivos que conhece a fórmula do “faz-tudo” WD-40.
Segundo o Wall Street Journal, a receita do lubrificante mais famoso do mundo é mantida em um cofre de banco na cidade e o acesso exige chave especial, acordos de confidencialidade e segurança digna de filme. O próprio CEO, Steve Brass, só teve autorização para ver o caderno com a fórmula mais de 30 anos depois de entrar na empresa.
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O documento é um caderno manuscrito que fica guardado em uma agência do Bank of America em local mantido em sigilo. De acordo com o jornal, ele quase nunca sai do cofre: isso aconteceu apenas três vezes nos últimos 30 anos, incluindo uma ação promocional em Nova York, uma troca de cofre feita com carro-forte e, mais recentemente, em 2024, quando Brass e a diretora financeira, Sara Hyzer, assinaram papéis no banco e puderam folhear o caderno por alguns minutos.
Ali estão registradas as 39 tentativas que deram errado e a 40ª fórmula que funcionou — o “WD” vem justamente de water displacement (deslocamento de água).
Nem quem teria perfil técnico para entender a fórmula original tem acesso irrestrito a ela. A chefe global de pesquisa e desenvolvimento, Meghan Lieb, contou ao WSJ que entrou na WD-40 há duas décadas achando que, com o tempo, conheceria a composição exata do produto — algo que nunca aconteceu.
Na prática, a maior parte das equipes trabalha com versões codificadas da fórmula para desenvolver novos usos e derivados, preservando o segredo até mesmo de cientistas e executivos de inovação.
Do lado de fora da empresa, o mistério alimenta teorias e boatos. Em fóruns na internet, consumidores especulam se o produto leva óleo de peixe, casca de laranja, coco ou até baunilha, hipóteses que a empresa já negou.
Uma revista de tecnologia chegou a mandar o produto para análise em laboratório e listou alguns componentes, mas, segundo uma porta-voz ouvida pelo Wall Street Journal, a descrição é genérica demais para permitir qualquer cópia — algo parecido com dizer que se sabe a fórmula da Coca-Cola só porque cita água com gás, açúcar e corante caramelo.
Dentro da WD-40, o clima é mais de orgulho pelo segredo do que de frustração por não conhecê-lo. Funcionários brincam tentando adivinhar quem já viu o caderno e quem ainda pode entrar para o “clube”, enquanto o CEO admite, em tom bem-humorado, que talvez amplie a lista se a empresa bater a meta de faturar US$ 1 bilhão.
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