
A Polícia Federal abriu uma nova frente de investigação sobre contratos firmados pelo Ministério da Saúde durante a pandemia de Covid-19. Batizada de Operação Suprimento, a ação foi deflagrada nesta quinta-feira (14) para apurar suspeitas de irregularidades em compras de equipamentos hospitalares realizadas no período da crise sanitária.
Os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a investigados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. As ordens judiciais foram autorizadas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal.
Segundo a decisão que embasou a operação, há indícios de possíveis fraudes em contratações feitas pela pasta, além de suspeitas de sobrepreço e danos aos cofres públicos.
A investigação envolve contratos assinados para abastecimento da rede hospitalar em meio ao avanço da pandemia, quando o governo federal acelerou processos de aquisição de equipamentos médicos diante da pressão sobre o sistema de saúde.
Os nomes dos investigados não foram divulgados pela PF.
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Segundo a corporação, o inquérito contou com análises técnicas produzidas pela perícia da própria Polícia Federal e também pela Controladoria-Geral da União (CGU), responsável por auditorias em contratos públicos. A PF informou que o caso segue sob sigilo judicial.
As apurações agora buscam esclarecer a atuação dos envolvidos nas negociações e verificar se houve direcionamento, superfaturamento ou outras irregularidades na execução dos contratos investigados.
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