A Polícia Federal proibiu as gravações da nova temporada do reality show “Aeroporto: Área Restrita” no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. A decisão vale para todos os aeroportos brasileiros e foi divulgada no último sábado (31). A produção do programa estava prestes a entrar em seu oitavo ano no ar.
O programa ganhou notoriedade nacional ao retratar operações de fiscalização, apreensões de drogas, abordagens a passageiros suspeitos e ações táticas realizadas em áreas de segurança dos aeroportos do país. Atualmente ele é exibido na HBO MAX.
Em nota, a Polícia Federal informou que as Áreas Restritas de Segurança são classificadas como zonas prioritárias de risco, sujeitas a rigorosos controles de acesso. Segundo o órgão, a entrada nesses locais é permitida apenas a pessoas com necessidade operacional ou funcional, o que não inclui atividades de entretenimento ou produção audiovisual.
“Ademais, a regulamentação vigente, em especial o Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil (PNAVSEC), instituído pelo Decreto nº 11.195/2022, e as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), vedam expressamente o registro de imagens de procedimentos, de fluxos e de infraestrutura sensíveis relacionados à segurança da aviação civil”, disse à PF em nota à imprensa.
O órgão ainda informou que não participa do reality “Área Restrita” há alguns anos e que a decisão reflete o entendimento de que a “presença permanente de equipes de filmagem em áreas operacionais restritas é incompatível com os princípios da preservação da intimidade” dos passageiros abordados.
A medida também pretende preservar tanto as rotinas dos funcionários quanto os meios empregados na repressão ao crime.
PF vetou
De acordo com a produtora responsável pela atração, a Moonshot, a PF já havia autorizado gravações da 8ª temporada em Viracopos, no Galeão, no Rio de Janeiro, e em Pinto Martins, em Fortaleza.
“Agora em janeiro de 2026, a Polícia Federal indeferiu o credenciamento de nossa equipe a ingressar nas áreas restritas em Guarulhos e cassou as credenciais para a equipe realizar as filmagens nos demais aeroportos”, disse a Moonshot em nota.
A produtora ainda defendeu que o programa “Área Restrita” tem perfil educativo, informativo e de interesse público.
“A alegação de risco aeroportuário para justificar o cancelamento das credenciais não resiste à análise do histórico do próprio órgão. Ao longo de sete temporadas consecutivas, produzidas desde 2016, a Polícia Federal analisou e aprovou as credenciais de todos os profissionais envolvidos na produção do programa Aeroporto: Área Restrita, permitindo a realização integral das filmagens sem que tenha sido registrado qualquer incidente ou comprometimento da segurança aeroportuária”, afirmou.
Procurado pelo acidade on Campinas, a concessionária Aeroporto Brasil Viracopos informou que a proibição é uma questão que envolve a Polícia Federal e Receita Federal e que o terminal não vai se manifestar sobre o assunto.
O aeroporto destacou que as gravações do programa eram autorizadas pela PF e a Receita em terminais de todo país, e que a questão cabe exclusivamente a esses órgãos, não estando relacionada “em nenhum momento a Viracopos”.
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