Atire a primeira pedra quem nunca andou por Campinas e deu de cara com fios, que deveriam estar no alto de postes, caídos sobre a rua ou calçada. Além de atrapalhar a circulação, o problema representa risco de acidentes. No último dia 2 de março, por exemplo, moradores do distrito de Barão Geraldo, reclamaram de fios caídos no meio da Avenida Romeu Tórtima. Segundo relatos, os cabos estavam soltos desde o final de fevereiro.
Neste caso, a CPFL (Companhia Paulista de Força e Luz), concessionária responsável pelo fornecimento de energia da cidade, informou que a fiação no endereço indicado era de telecomunicações e não pertencia à distribuidora, mas enviou uma equipe ao local para organizar os cabos.
Porém, problemas como esse não são casos isolados. As reclamações sobre fios soltos recebidas pelo 156 da Prefeitura cresceram 46,74% entre 2021 e novembro de 2025. Apenas de 2024 para o ano passado, o aumento foi de 37,7%. Confira o número de reclamações por ano:
- 2021 – 169
- 2022 – 178
- 2023 – 178
- 2024 – 180
- 2025 (dados até 19 de novembro) – 248
Já no ranking, o Taquaral lirou em 2025 o ranking de bairros com mais reclamações relacionadas a fios soltos:
- Taquaral – 11
- Jardim Nova Europa – 9
- Vila Itapura – 9
- Centro – 7
- Cambuí – 6
- Chácara da Barra – 6
- Jardim Eulina – 6
- Jardim dos Oliveiras – 6
- Vila Industrial – 5
A CPFL orienta que a população não se aproxime e não tente manusear os fios. Em caso de cabos pendurados, a recomendação é ligar imediatamente para o atendimento da empresa pelo telefone 0800 010 101. Além disso, a empresa afirma que realiza trabalho contínuo para organização e remoção de cabos inoperantes ou que ofereçam risco.
Porém, com esse aumento de casos, fica o questionamento: por que Campinas não aterra os cabos e os fios?
Questionada, a Prefeitura informou que a cidade já conta com pontos de aterramento de fiação em avenidas que passaram por requalificação, como a Moraes Salles e a Francisco Glicério, na região Central, a partir de acordos firmados entre a Gestão e a CPFL.
Porém, uma vez que a distribuição de energia elétrica da cidade é uma concessão da CPFL, qualquer outro projeto de aterramento de fiação deve passar pela concessionária, que segue legislação federal para seus procedimentos.
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PIDS será primeiro espaço que tem aterramento de fiação elétrica como regra
Ainda de acordo com a Gestão, o PIDS (Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável) será o primeiro espaço da cidade que terá como regra o aterramento de fiação elétrica.
“Isso acontece devido a proposta do distrito que incentiva a tecnologia e a sustentabilidade como forma de crescimento e ordenamento urbano”, afirmou a Prefeitura.
Sancionado em novembro do ano passado, o PIDS estabeleceu novas regras de uso e ocupação do solo, integrando o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação da Unicamp e da Ciatec (Companhia de Desenvolvimento do Polo Industrial de Alta Tecnologia de Campinas). A área total do novo polo terá cerca de 17 milhões de metros quadrados.
Entre as diretrizes do projeto estão o estímulo à ocupação equilibrada e sustentável, o incentivo à mobilidade urbana de curta distância, a chamada “cidade de 15 minutos”, e a criação de espaços públicos mais integrados.
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