
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que pretende conversar com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sobre a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas pelo governo americano. Mas sinalizou que essa conversa não deve ocorrer imediatamente, criticando a falta de um aviso prévio sobre a designação.
“Eu posso ligar para o Scott Bessent a qualquer momento, eu não tenho problema com isso. Mas não cabe ao Brasil estar no lugar de vassalagem, de passar a mão no telefone toda hora e ficar implorando aos Estados Unidos”, disse o ministro, em entrevista ao canal SBT News.
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Durigan viajará aos EUA para tratar de classificação de facções como terroristas
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Os EUA anunciaram a classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas na quinta-feira, 28. O ministro relatou que, desde então, vem conduzindo conversas com empresas e o mercado domésticos para entender os impactos da medida, que não foi comunicada previamente ao governo brasileiro.
Durigan destacou três riscos vindos da designação: o aumento de custos de bancos e fintechs, que teriam de rever medidas de compliance e repassariam o preço aos consumidores; uma eventual proibição de acesso ao Pix por instituições financeiras acusadas de envolvimento com o crime organizado pelos EUA; e uma elevação do próprio risco Brasil, com impacto em investimentos.
“Nós estamos cuidando de combater o crime organizado e gostaríamos de ter a contribuição de outros países, e dos Estados Unidos também, e não começar a amedrontar e gerar um argumento que não é real, aumentando o risco e o custo da nossa economia”, disse.
O ministro relatou que, nos próximos dias, deve conversar com agências de classificação de risco para evitar uma piora do rating brasileiro por causa da decisão dos EUA. Ao mesmo tempo, disse que vai buscar manter os canais diplomáticos abertos.
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