
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), anunciou nesta quarta-feira que encaminhou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que publicou um vídeo na noite de domingo entregando adesivos com a mensagem: “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”. O material também tinha uma imagem do candidato à Presidência pelo PL beijando o pai, Jair.
Em resposta, a ação protocolada por Lindbergh acusa o ex-ministro da prática de propaganda eleitoral antecipada e pede a concessão de liminar para retirada imediata de conteúdo divulgado nas redes sociais. Além disso, o documento solicita o estabelecimento de uma multa para caso de descumprimento e exige o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral para apuração de eventual abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
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“A mensagem veiculada não deixa margem para dúvida quanto ao seu objetivo: promover, perante o eleitorado, a futura candidatura do segundo representado à Presidência da República, associando seu nome, imagem e identidade política ao pleito eleitoral vindouro”, diz o pedido protocolado. No documento, o parlamentar também argumenta que “o ato praticado transcende esfera a abstrata do debate político e materializa verdadeira ação de campanha eleitoral, mediante utilização de meio físico de propaganda por intermédio de adesivo ou decalque”.
Como mostrou o GLOBO, a publicação foi feita em meio a uma série de questionamentos que a oposição tem feito ao desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último sábado. Eles alegam que o petista teria cometido campanha antecipada.
Na terça-feira, Gilson fez uma live com o ex-ministro Marcelo Queiroga e também acusou o PT de campanha eleitoral antecipada por conta do desfile na Sapucaí. Durante a transmissão, o ex-ministro do Turismo se defendeu por estar entregando os adesivos. Ele chegou a mostrar a mesa com vários exemplares do material e prometeu “adesivaços” no Nordeste.
— Esse é um movimento espontâneo. Isso não é ilegal. Não está falando em campanha, em número, nada. Ele não é feito com dinheiro público como as escolas de samba receberam — afirmou Gilson, que justificou o encontro com o colega paraibano como parte de “articulações por Flávio no Nordeste”. — Brevemente teremos vários “adesivaços” não só em Pernambuco, mas em todo o Nordeste.
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