A quadrilha alvo de operação da PF (Polícia Federal) na manhã desta quarta-feira (18) nas regiões de Campinas e Piracicaba atuava como um “braço” do CV (Comando Vermelho) no interior de São Paulo, segundo as investigações. O grupo tinha base em cidades do interior paulista, com ramificações em estados como Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro, participando de diferentes etapas do tráfico de drogas e armas.
A Justiça autorizou 37 mandados de prisão temporária e 35 de busca e apreensão (veja aqui todas as cidades que foram alvo). Até a última atualização, 24 pessoas haviam sido presas na Operação Dry Fall, sendo:
- 19 capturadas na manhã desta quarta-feira
- 5 já detidas em presídios
Entre os presos está o apontado como chefe da ramificação, Luiz Paulo Fluete Belem, detido em Mogi Mirim.
Ainda de acordo com os investigadores, 11 suspeitos fugiram do interior de São Paulo em direção ao Rio de Janeiro, onde estariam escondidos em comunidades e ainda não foram localizados.
Bloqueio milionário e apreensões
As investigações resultaram no bloqueio de cerca de 150 contas bancárias ligadas aos criminosos, com valores que podem chegar a R$ 70 milhões.
Também foram apreendidos celulares e equipamentos eletrônicos, que devem ajudar no aprofundamento das investigações.
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Esquema de lavagem de dinheiro
Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava uma rede com mais de 20 empresas para movimentar o dinheiro ilegal. Entre os negócios investigados está uma loja de veículos em Rio Claro.
A quadrilha também lavava dinheiro por meio da venda de carros seminovos, estratégia usada para dar aparência legal aos recursos obtidos com o tráfico.
Produção de droga mais potente
Além da distribuição, os criminosos também atuavam na transformação da maconha em versões mais potentes, como o chamado “dry”, um subproduto de alto valor no mercado ilegal.
A prática aumentava o lucro e reduzia o volume transportado, dificultando a fiscalização.
Início das investigações
A investigação começou após a prisão de um suspeito em Araras, que revelou conexões com o crime organizado do Rio de Janeiro.
A partir desse ponto, a Polícia Federal identificou a estrutura da organização, que tinha forte atuação em Rio Claro e ligação direta com o Comando Vermelho.
“A partir daí, esse material foi trazido às mãos da Polícia Federal, iniciou-se essa investigação e essas ramificações todas que foram levantadas e efetuadas nas prisões hoje, elas vêm dessa investigação”,
detalhou o coronel cleotheos Sabino, comandante da polícia militar.
O trabalho segue em andamento.
*Com informações de Jorge Talmon/EPTV Campinas
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