
A disputa pelo governo de Minas Gerais começa com um entrave para o grupo governista, resumido na dificuldade de transferir o capital político de Romeu Zema para seu sucessor.
A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (28) indica que o atual governador, Mateus Simões, ainda não conseguiu se consolidar como herdeiro eleitoral, em um cenário marcado por desconhecimento e demanda por mudança no estado.
Simões aparece com intenções de voto entre 3% e 5%, distante dos principais concorrentes. O desempenho ocorre em um momento em que 68% dos eleitores dizem não o conhecer, segundo o levantamento. Ao mesmo tempo, sua rejeição é de 20%, o que limita a margem de crescimento inicial.
O principal ativo do candidato governista é a associação com Zema, que encerrou o mandato com 52% de aprovação. Ainda assim, esse capital não se traduz automaticamente em intenção de voto. “Quem poderia ajudar o crescimento do Simões é o antigo governador, Romeu Zema”, afirmou Felipe Nunes, diretor da Quaest.
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Líder vence todos os cenários testados, enquanto indecisos e voto volátil mantêm disputa em formação
O problema é que o ambiente político não favorece a continuidade. A pesquisa mostra que 44% dos eleitores defendem uma mudança total na gestão estadual, enquanto outros 38% apoiam mudanças parciais. Esse sentimento se reflete diretamente na avaliação sobre a sucessão: 49% dizem que Zema não merece eleger um sucessor, contra 42% que consideram essa possibilidade.
Esse quadro impõe um limite estrutural à candidatura de Simões. Mesmo entre os eleitores que aprovam o atual governo, o apoio não é suficiente para garantir maioria, neste momento. Na prática, o candidato depende de ampliar sua visibilidade e converter a aprovação de Zema em voto efetivo.
Enquanto isso, a liderança da corrida permanece com o senador Cleitinho (Republicanos), que varia entre 30% e 37% das intenções de voto. Ele também apresenta um diferencial relevante: 56% de seus eleitores afirmam que o voto é definitivo, o maior índice entre os principais nomes.
A disputa, no entanto, segue aberta. De acordo com Felipe Nunes, 60% dos eleitores mineiros dizem que ainda podem mudar sua escolha até a eleição. O dado reforça que, apesar da vantagem inicial, o cenário ainda depende da capacidade dos candidatos de ganhar conhecimento e consolidar apoio ao longo da campanha.
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