Campinas anunciou, na manhã desta quinta-feira (30), mais uma etapa do projeto de revitalização da região central da cidade. As obras para o enterramento da fiação na Rua Marechal Deodoro, no Centro, começam na próxima segunda-feira (3). A ordem de serviço que autoriza o início dos trabalhos foi assinada nesta quinta-feira (30), durante cerimônia realizada no Pátio dos Leões.
A intervenção será realizada em um trecho de 170 metros entre a Avenida Francisco Glicério e a Rua Doutor Quirino. O projeto prevê o enterramento das redes de energia elétrica, telefonia e iluminação pública, que atualmente estão instaladas em postes.
O investimento informado pela Prefeitura é de aproximadamente R$ 2,9 milhões. A previsão é que a parte da rede elétrica, de responsabilidade da CPFL Paulista, seja concluída até o fim deste ano. Depois, o município fará as intervenções no pavimento e nas calçadas, com entrega prevista para o início de 2027.
A administração municipal não informou uma data específica para a conclusão.
A intervenção na Marechal Deodoro será a terceira obra de enterramento da fiação elétrica na região central de Campinas. As duas primeiras ocorreram na Avenida Francisco Glicério, entre 2015 e 2016, e na Avenida Campos Sales, cuja revitalização foi concluída em 2024. Além da substituição da rede aérea pela subterrânea, ambas as vias receberam melhorias urbanísticas, como ampliação de calçadas, nova iluminação e requalificação do espaço público. – Entenda mais abaixo
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Como será feita a obra
A primeira etapa envolverá a escavação da rua e a construção dos dutos que receberão os cabos. Nas duas extremidades do trecho, a rede aérea será direcionada para o subsolo por meio de estruturas de transição.
Também será necessário adaptar as ligações dos imóveis localizados na área da obra. Segundo a CPFL Paulista, 235 clientes, entre moradores e comerciantes, terão os padrões ajustados para receber energia pela nova rede subterrânea.
Apesar de atingir um trecho relativamente curto, o diretor-presidente da CPFL Paulista, Rafael Lazzaretti, explicou que a execução exige diferentes etapas.
“É uma obra complexa. Apesar de ser um trecho curto, são 170 metros, mas toda obra subterrânea envolve escavação e construção dos dutos”, afirmou.
De acordo com Lazzaretti, a rede subterrânea fica menos exposta a ocorrências provocadas por árvores, ventos fortes e outros fatores externos. A estrutura também exige menos intervenções depois de instalada.
“O padrão subterrâneo traz mais robustez e é menos sujeito a interrupções, principalmente por causa de árvores. A manutenção depois da instalação também é menos frequente”, explicou.

Paralelepípedos serão retirados e recolocados
Após a conclusão do enterramento dos cabos, a Prefeitura iniciará a recuperação da via. O piso de paralelepípedos será retirado para permitir as escavações e, posteriormente, recolocado.
Segundo o prefeito Dário Saadi, o pavimento histórico não será substituído.
“Nós não vamos trocar o paralelepípedo. Ele será retirado, o contrapiso será refeito e, depois, será recolocado”, disse.
O projeto prevê intervenções em aproximadamente 1.560 metros quadrados de pavimento. Também serão instalados cerca de 600 metros quadrados de piso intertravado nas calçadas dos dois lados da via.
A exceção será a calçada em frente ao Pátio dos Leões, que é protegida pelo patrimônio histórico. A obra contempla ainda o realinhamento de cerca de 400 metros de guias e sarjetas.
O prefeito também adiantou que outros projetos de enterramento da fiação e requalificação de ruas do Centro deverão ser anunciados nos próximos meses. A expansão, no entanto, dependerá da disponibilidade de recursos e de novas parcerias, devido ao custo e à complexidade das intervenções.
A obra da Marechal Deodoro será realizada em parceria entre a Prefeitura de Campinas, a CPFL Paulista e a Vésper Campinas, concessionária responsável pela iluminação pública.
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Centro de Campinas já recebeu outras duas obras de enterramento da fiação
Esta é a terceira obra de enterramento da fiação elétrica na região central de Campinas. A primeira foi realizada na Avenida Francisco Glicério entre 2015 e 2016. As obras também incluíram a substituição de redes antigas de água e esgoto, ampliação das calçadas, mudanças no paisagismo e readequações no trânsito.
Em junho 2024, a Avenida Campos Sales também teve o projeto de revitalização concluídas. Em cerca de 920 metros de extensão, a via recebeu calçadas mais largas, ciclofaixa, faixa exclusiva para ônibus, piso tátil, rampas de acessibilidade, novas baias de estacionamento e pavimentação renovada.
Um dos principais destaques foi justamente o enterramento da rede de energia elétrica e telecomunicações, além da instalação de iluminação pública em LED e novos conjuntos semafóricos.
Segundo a Prefeitura de Campinas, o próximo trecho a passar pelo processo de requalificação urbana será a Avenida Thomaz Alves. O projeto prevê intervenções como a ampliação das calçadas, a implantação de rua compartilhada e a criação de áreas de convivência. O anúncio foi feito pela administração municipal em dezembro de 2025.

Obra integra revitalização do Pátio dos Leões
A retirada dos fios também pretende melhorar a visibilidade da fachada do Solar do Barão de Itapura, imóvel histórico conhecido como Pátio dos Leões e antiga sede da PUC-Campinas.
O edifício está em processo de captação de recursos para restauração. O projeto prevê que o espaço receba atividades museológicas, exposições culturais e artísticas, ações educativas e iniciativas de formação em empreendedorismo cultural.
“A obra requalifica um trecho importante do Centro e limpa a fachada de um prédio histórico que já está em processo de captação de recursos para o restauro”, afirmou Dário.
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