
O Kremlin afirmou nesta segunda-feira (6) que, embora ainda não houvesse provas conclusivas, era altamente provável que fossem encontradas provas de que a Ucrânia havia plantado explosivos perto de um gasoduto na Sérvia que transporta gás russo para a Hungria.
O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán — que enfrenta uma difícil disputa pela reeleição no domingo — convocou um conselho de defesa de emergência no domingo (5), depois que explosivos foram encontrados perto do gasoduto TurkStream na Sérvia.
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Orbán disse que a Ucrânia há anos tentou cortar o acesso da Europa à energia russa, embora não tenha culpado diretamente Kiev pelo incidente. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia rejeitou qualquer tentativa de vinculá-la ao explosivo.
‘A situação é potencialmente muito perigosa. Trata-se de uma artéria de energia vital, que atualmente está operando sob extrema pressão. E antes disso, como sabemos, o regime de Kiev estava diretamente envolvido em tais atos de sabotagem contra a infraestrutura crítica de energia’, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres.
‘É muito provável que desta vez também sejam encontrados sinais do envolvimento do regime de Kiev’, acrescentou ele, dizendo que Moscou espera que Budapeste e Belgrado ajam para minimizar a ameaça.
‘Esperamos também que, durante as recentes conversas que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky manteve em Ancara, o chefe do regime de Kiev tenha sido informado de que tais ações agressivas contra a infraestrutura dos gasodutos South Stream e Blue Stream são inaceitáveis’.
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