A Sanasa, empresa municipal responsável pelos sistemas de água e esgoto em Campinas, receberá R$ 251,75 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para renovar e melhorar o abastecimento de água da cidade.
De acordo com a empresa, o valor será usado para setorizar e substituir redes de abastecimento de água, além de refazer ligações prediais para reduzir as perdas físicas no sistema, o que leva à otimização da rede e à redução do desperdício de água tratada.
Aproximadamente 140 mil habitantes da cidade devem ser impactados com as melhorias, pouco mais de 12% da população total da cidade (cerca de 1,1 mil pessoas). O projeto tem previsão para ser concluído em 2028.
Bairros impactados
15 bairros de Campinas devem ser impactados com o projeto:
- Jardim Rossin,
- Jardim Roseira,
- Botafogo Bloco 1,
- Cambuí,
- Nova Campinas,
- Região do Bosque/Proença – Bloco 2,
- Vila Costa e Silva,
- Região do Centro,
- Região da Ponte Preta – Blocos 1 e 2,
- Jardim Santa Cândida,
- Vila Santa Odila,
- Jardim Cantúsio,
- Santa Mônica,
- São Marcos.
Substituição de rede antiga
A empresa de saneamento promete modernizar a infraestrutura existente, substituindo as redes antigas de cimento por redes de Polietileno de Alta Densidade (PEAD), mais seguras e duráveis.
Devem ser implantados 201,84 quilômetros de novas tubulações e refeitas 17.701 ligações de água, além da execução de obras complementares, como a instalação de válvulas e hidrantes, que possibilitam o controle da rede e o seccionamento para manutenções, o que deve contribuir para a eficiência e segurança do sistema.
“Estamos investindo para reduzir perdas, garantir a segurança hídrica e sustentabilidade. Hoje temos um dos menores índices de desperdício do país, com 16,62%, enquanto a média nacional passa de 37%”, destaca o prefeito de Campinas, Dário Saadi.
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Combate às perdas
Nos últimos 4 anos, a Sanasa substituiu cerca de 474,88 quilômetros de redes de água antigas por novas. O polietileno de alta densidade é um material mais resistente e com vida útil de cerca de 50 anos. Desde 2021, o índice de perdas de água tratada caiu de 20,17% para 16,62%.
De acordo com a Prefeitura de Campinas, entre 1994 e 2020 foram substituídos 450 quilômetros de redes.
Ainda de acordo com a Administração Municipal, com a redução nas perdas, entre 2021 e 2024, Campinas deixou de retirar 3 bilhões de litros de água dos rios que abastecem a cidade. O volume seria suficiente para atender um município com 50 mil habitantes.
Menos transtornos nas obras
No passado, para as redes serem trocadas, era necessário abrir uma vala em toda a extensão da rua, causando inúmeros transtornos para os moradores e ao trânsito. De acordo com a Sanasa, essas dificuldades não serão enfrentadas nas substituições que ocorrerão, já que as novas redes são instaladas com a tecnologia MND (Método Não Destrutivo). Nesse sistema, bastam dois pequenos recortes no início e fim da quadra para que o equipamento (semelhante aos tatuzões que abrem túneis de metrô, mas em escala muito menor) faça a troca.
Enquanto o serviço é realizado, as casas são abastecidas por redes provisórias aéreas, que são desativadas ao término da obra.
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