
O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou que nem mesmo o cargo de CEO está protegido do avanço da inteligência artificial. Segundo ele, sistemas de superinteligência poderão, em breve, desempenhar melhor do que qualquer executivo, incluindo ele próprio, a função de comandar uma grande companhia.
“A superinteligência de IA, em algum momento de sua curva de desenvolvimento, seria capaz de fazer um trabalho melhor como CEO de uma grande empresa do que qualquer executivo, certamente eu”, declarou Altman durante participação no AI Impact Summit, em Nova Déli, na Índia.
Ele acrescentou que esse cenário pode estar próximo. “Na nossa trajetória atual, acreditamos que podemos estar a apenas alguns anos das primeiras versões de uma verdadeira superinteligência.”
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Altman também projetou que, até o fim de 2028, mais capacidade intelectual do mundo poderá estar concentrada em data centers do que fora deles. “Se estivermos certos, até o fim de 2028, mais da capacidade intelectual do mundo poderá residir dentro de data centers do que fora deles”, afirmou.
Apesar disso, Altman disse não enxergar o cenário como negativo. Segundo ele, a IA representa mais um avanço tecnológico capaz de transformar a forma como as pessoas trabalham e criam valor. “Sempre encontramos coisas novas e melhores para fazer”, declarou. “Estou confiante de que continuaremos sendo motivados a ser úteis uns aos outros, a expressar nossa criatividade, a buscar status, a competir e muito mais.”
Reviravolta no mundo do trabalho
As declarações reforçam alertas recentes de lideranças do setor sobre o impacto da tecnologia no trabalho de escritório. Na semana passada, o chefe de IA da Microsoft, Mustafa Suleyman, afirmou que funções administrativas e profissionais podem ser totalmente automatizadas em um prazo de um ano a 18 meses.
Em 2025, projeções semelhantes ganharam força. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, chegou a prever que metade das vagas de entrada em ocupações de escritório poderia ser eliminada. Segundo Altman, empregos atuais serão afetados à medida que a IA passar a executar tarefas que hoje sustentam a economia. “Será muito difícil trabalhar mais do que uma GPU”, disse.
Apesar dos alertas, os efeitos concretos até agora foram limitados. Análise da Thomson Reuters em 2025 identificou ganhos de produtividade em empresas globais de serviços profissionais, mas sem demissões em massa. Ainda assim, pesquisa da plataforma de ensino online Udacity apontou que 61% dos trabalhadores de colarinho branco acreditam que podem ser substituídos por IA nos próximos anos.
Além disso, os impactos deverão variar entre países ricos e emergentes. Segundo um estudo do Banco de Compensações Internacionais (BIS), o primeiro grupo verá ganhos econômicos mais acelerados, mas também o maior efeito sobre o trabalho.
(com Fortune)
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