Ainda preciso engraxar a suspensão do meu carro, como se fazia em carros mais antigos? – luiz ricardo da silva, presidente prudente (sp)
As suspensões de carros mais antigos necessitavam de cuidados especiais, como explica o mecânico Ludovico Ballestros, palestrante e dono do Pitucha Centro Automotivo, em Belo Horizonte (MG).
“Antigamente, as pessoas tinham que parar em um posto de combustível ou oficina com uma bomba de graxa para checar os pivôs, ponteiras e outros componentes da suspensão”, relembra. Era uma tarefa trabalhosa, mas extremamente necessária para manter o bom funcionamento do conjunto de suspensão.
Porém, isso é coisa do passado. Segundo o especialista, as próprias montadoras já criaram uma medida permanente, que dispensa o engraxamento recorrente.
“Nos veículos modernos, essas peças – pivô, ponteira, terminal de direção e articulações – já vêm com uma graxa selada de fábrica, uma graxa permanente. Então, não é necessário fazer o engraxamento.”
Mas ainda há outros cuidados necessários com a suspensão. Ballestros explica que é preciso ficar sempre atento a qualquer tipo de folga, rachadura ou mesmo barulho. A qualquer sinal de desgaste ou mau funcionamento, a recomendação do mecânico é sempre procurar um especialista em suspensões.
Diagnóstico e cuidados nos carros atuais

Apesar da dispensa do engraxamento, a suspensão continua sendo um item crítico de segurança que exige inspeção visual periódica. O foco da manutenção atual mudou da lubrificação para a integridade estrutural e funcional das peças. Os principais pontos de atenção incluem:
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Integridade das coifas: Se a borracha que sela a graxa permanente rasgar, o componente perderá lubrificação e será contaminado por detritos, exigindo a substituição da peça completa.
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Folgas e ruídos: Batidas secas ou estalos ao esterçar o volante indicam desgaste excessivo nas esferas internas dos pivôs ou terminais.
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Vibrações e estabilidade: Rachaduras em buchas de balanças ou vazamentos em amortecedores comprometem a dirigibilidade e a segurança ativa do veículo.
A recomendação técnica é que o sistema seja revisado a cada 10.000 km ou sempre que o condutor notar comportamento irregular na direção, garantindo que qualquer sinal de fadiga seja detectado antes de uma falha total do conjunto.
