
As ruas de Buenos Aires e de outras grandes cidades nas principais províncias da Argentina amanheceram a quinta-feira praticamente sem a presença de transportes públicos, com a decretação de uma greve geral de 24 horas contra o projeto de reforma trabalhista que está em discussão na Câmara. Não há circulação de trens e metrô, enquanto poucos ônibus estão rodando.
Nos aeroportos, um total de 255 voos da Aerolíneas Argentinas foram suspensos nesta quinta-feira, a maior parte domésticos, uma medida que afetou 31.000 passageiros e que deve gerar perdas de aproximadamente US$ 3 milhões.
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A greve foi convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), a principal central sindical argentina, e foi acompanhada de outros sindicatos importantes.
A paralisação foi marcada para o dia em que os deputados vão debater e votar a reforma trabalhista que já foi aprovada pelo Senado. O governo espera obter nova vitória hoje, mas já admite que modificações em alguns artigos devem levar o projeto de volta à Câmara Alta. Os deputados devem eliminar, por exemplo, os artigos que modificam o regime de licença médica e o cálculo de férias.
Há previsão de manifestações nas ruas, mas o governo já acionou o protocolo antipiquetes para impedir aglomerações próximas ao Congresso.
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