
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta terça-feira (20) uma imagem na rede social X em que Groenlândia, Canadá e Venezuela aparecem incorporados ao território dos Estados Unidos. A publicação ocorre em meio à escalada de declarações e medidas do governo americano envolvendo a Groenlândia.
A imagem, que parece gerada por inteligência artificial, mostra Trump sentado no Salão Oval, em reunião com assessores e líderes europeus, com um mapa ao fundo no qual os EUA aparecem ampliados para incluir os três territórios. O presidente não acrescentou explicações no texto da postagem.
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Nos últimos dias, Trump tem intensificado a pressão sobre aliados europeus ao defender a incorporação da Groenlândia, território semiautônomo ligado à Dinamarca. No fim de semana, anunciou que pretende impor tarifas de 10% a partir de 1º de fevereiro, elevadas a 25% em junho, sobre produtos de oito países europeus caso não haja um acordo que permita aos EUA “comprar” a ilha.
As ameaças tarifárias atingiriam Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. Líderes europeus classificaram a iniciativa como inaceitável e passaram a discutir contramedidas comerciais.
A postura de Trump também gerou reações diretas. Autoridades da Alemanha afirmaram que o presidente cruzou uma “linha vermelha” ao ameaçar aliados da OTAN, enquanto a União Europeia avalia o uso de seu instrumento anticoerção. O Reino Unido e a França também criticaram publicamente as declarações e os planos envolvendo a Groenlândia.
Trump já afirmou que considera o território “vital” para os interesses de segurança nacional dos EUA e não descartou medidas mais duras caso seus objetivos não sejam atendidos.
Já Canadá e Venezuela foram alvos de Trump de maneiras diferentes. Desde que reassumiu a Casa Branca há um ano, o presidente americano trata o país vizinho como o 51º estado dos EUA, gerando revolta dos canadenses e causando uma virada nas eleições que tornaram Carney primeiro-ministro.
Na América Latina, Trump usou a Venezuela para reviver a Doutrina Monroe e demonstrar força sobre o que diz ser o seu “quintal” – enquanto leva petróleo para os EUA.
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