Giovanni Fernandes, um dos tutores do cão “frentista” Poze, usou as redes sociais na última segunda-feira (27) para revelar o que aconteceu com o pet que morreu durante uma viagem de motorhome à Argentina. De acordo com ele, o animal morreu após ser atacado por cachorros do responsável por um camping vizinho ao seu, na Patagônia, e que essa pessoa teria tentado esconder o ocorrido.
Poze desapareceu na noite do dia 12 de julho, enquanto estava com a sua família em um camping na cidade argentina de El Bolsón. Após dias de buscas, no último dia 20 de julho, os tutores do pet comunicaram a morte do animal e afirmaram que revelariam detalhes do que havia acontecido quando todos estivessem em segurança.
Em um post publicado no Instagram, Giovanni relatou que o responsável pelo camping vizinho sabia da morte do animal e que teria tentado escondê-la desde o início das buscas pelo cão.
Na noite do desaparecimento, Poze e outros cães da família haviam sido soltos por alguns minutos para fazer as necessidades antes de dormir. Quando os tutores chamaram os animais para entrar, Poze foi o único que não voltou. A partir daí começaram as buscas pelos cão “frentista”.
“Depois de gritar muito o nome dele e ele ainda não aparecer, a gente foi procurar ele na rua. Quando a gente chegou na rua, já tinha duas vizinhas de um hostel que ficavam na frente do nosso camping, que já tinham ouvido os barulhos e já estavam na rua preocupadas e até curiosas para saber o que tinha acontecido. Quando a gente explicou que não estávamos encontrando o nosso cachorro, então elas disseram que minutos antes elas escutaram latidos, barulhos de briga de cachorro que vinham do camping imediatamente em frente ao camping que nós estávamos”, relatou Giovanni.
De acordo com ele, quando encontraram o responsável pelo camping, o homem afirmou que não sabia de nada e, em seguida, foi embora. Porém, o tutor de Poze notou alguns cães do camping acorrentados no local apontado pelas vizinhas.
Buscas por Poze
Durante dias, a família de Poze realizou buscas pelo animal, marcando até mesmo uma grande caminhada para dia 18 de julho. Neste meio tempo, Giovanni teria sido informado que o responsável pelo outro camping tinha cães muito bravos, que ficariam à solta durante a noite.
“Relatos também de que esses cachorros já mataram vários cães e gatos na região, só que ninguém denunciava ele por medo. Na sexta-feira, um dia antes das buscas, a minha namorada foi conversar com esse responsável do camping mais uma vez e dessa vez ela fez um apelo muito forte. Disse que a gente só queria voltar pra casa, que a gente não conseguia seguir em frente sem saber o que aconteceu com o meu cachorro, se por um acaso algo tivesse acontecido na propriedade dele, que ele poderia falar com a gente”, disse.
De acordo com Giovanni, o vizinho teria apresentado um comportamento estranho nesse momento e voltado a afirmar que não sabia o que teria acontecido com o animal.
“Depois dessa conversa, esse mesmo indivíduo foi até a vendinha de bebidas mais próxima dali e confessou pra vendedora do caixa o que tinha acontecido, que as cachorras dele mataram o Poze naquela noite e que nós nunca encontraríamos o corpo. E a gente só sabe disso porque a pessoa responsável pelo caixa dessa vendinha foi e nos contou”, disse.

Denúncia à Polícia
No dia seguinte, a família de Poze procurou a polícia e confrontou o responsável pelo outro camping, que admitiu que as cachorras dele atacaram o cão. Porém, o homem teria se recusado a contar o que aconteceu com o corpo de Poze e um policial presente teria informado que nada poderia ser feito, uma vez que não havia um registro de um histórico de denúncias contra o vizinho.
“A gente acha que todas as pessoas que já perderam seus animais para esses cães desse camping nunca denunciaram por medo. Então nós imediatamente fomos até a delegacia e fizemos uma denúncia. E nós estamos buscando justiça pelo Poze. E o que mais dói não é só a perda, é saber que tiraram da gente o nosso direito de tentar salvar ele, de viver o nosso luto enterrando o nosso cachorro. Pra mim ele não era só um cachorro, ele era meu filho, ele fazia parte da minha família”, disse Giovanni.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Campinas e região por meio do WhatsApp do acidade on Campinas: (19) 97159-8294.
Poze foi resgatado das ruas
Poze foi resgatado das ruas há cerca de cinco anos. Antes da adoção, ele vivia em um posto de combustíveis no bairro Campos Elíseos, em Campinas, ao lado de outro cachorro, o Matuê, “cão frentista” que viralizou nas redes sociais e já soma 1,1 milhão de seguidores e milhões de visualizações no Instagram.
Segundo Amanda Leszczynski Pretto, namorada de Giovanni, a adoção aconteceu depois que Matuê sofreu um atropelamento e o namorado decidiu levar os dois cães para casa.
“O Poze era um cachorro de rua, acostumado a sair. Desde o acidente, ele passou a viver dentro de casa, mas já fugiu algumas vezes porque manteve esse comportamento”, relatou. Ainda de acordo com ela, o cachorro era muito dócil e sociável.
Receba notícias do acidade on Campinas no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!
LEIA TAMBÉM: Falta de água atinge bairros de Campinas hoje e nos próximos dias; veja quais
O post Tutor do cão Poze revela causa da morte do animal e diz que corpo teria sido escondido apareceu primeiro em ACidade ON Campinas.
