
Autoridades da União Europeia acreditam que os Estados Unidos em breve vão simplificar suas amplas tarifas sobre produtos que contêm aço e alumínio — um tema que tem sido fonte de irritação nas relações transatlânticas e um ponto central de atrito nas negociações comerciais.
Uma medida do governo do presidente Donald Trump para reduzir a quantidade de bens sujeitos à tarifa de 50% aplicada aos chamados produtos derivados que contêm esses metais pode estar a semanas de distância, segundo pessoas familiarizadas com a avaliação do bloco.
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A UE vem buscando há tempos algum alívio em relação à ampla tarifa sobre metais, que, segundo autoridades do bloco, fere o acordo comercial firmado no ano passado, que estabeleceu um teto tarifário de 15% para a maioria dos produtos europeus. Os EUA revisam regularmente a lista de produtos derivados, aumentando a quantidade de bens sujeitos à alíquota de 50% — essa lista atualmente supera 400 itens.
“Recebi garantias de nossos colegas nos Estados Unidos de que eles sabem que isso é um grande problema para nós e que estão analisando essa questão”, disse Maros Sefcovic, chefe de comércio da UE, a parlamentares na terça-feira. “Esperançosamente, teremos notícias melhores a esse respeito em breve.”
Um pedido de comentário enviado ao escritório do Representante de Comércio dos EUA não foi respondido de imediato.
As mudanças planejadas não afetariam as tarifas sobre formas de metais consideradas commodities (aço e alumínio básicos).
A lista cada vez maior de produtos derivados também cria uma tarefa árdua para as empresas, que precisam identificar o percentual dos materiais nos bens que exportam, reduzindo os benefícios do acordo comercial fechado no ano passado.
O possível avanço ocorre em um momento difícil para as relações transatlânticas. A ratificação do acordo comercial entre EUA e UE foi colocada em dúvida depois que a Suprema Corte dos EUA derrubou o uso, por Trump, de uma lei de poderes emergenciais para impor suas chamadas tarifas recíprocas pelo mundo.
Em resposta à decisão da corte, os EUA introduziram uma nova tarifa global de 10%, adicionada às tarifas de nação mais favorecida já existentes, o que elevará os impostos sobre algumas exportações da UE acima do nível permitido no acordo comercial EUA–UE.
O Parlamento Europeu suspendeu na segunda-feira o trabalho legislativo de aprovação do acordo EUA–UE, pedindo esclarecimentos sobre a nova política comercial de Trump.
Ainda assim, ambos os lados indicaram que querem manter o acordo, mesmo que a transição para uma nova política comercial possa levar meses, disseram as pessoas, que falaram sob condição de anonimato.
Sefcovic tem mantido contato com seus pares nos EUA várias vezes nos últimos dias, disseram as fontes, e informou os embaixadores do bloco sobre os últimos desdobramentos na segunda-feira.
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