
ISTAMBUL, 24 Fev (Reuters) – Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, França, Espanha, Turquia e vários outros países condenaram as decisões israelenses que, segundo eles, introduzem ampliações abrangentes do controle israelense ilegal sobre a Cisjordânia.
‘As mudanças são de amplo alcance, reclassificando terras palestinas como supostas ‘terras estatais’ israelenses, acelerando a atividade ilegal de assentamentos e aprofundando ainda mais a administração israelense”, afirmou o comunicado conjunto, publicado na noite de segunda-feira pelo ministério das Relações Exteriores do Brasil.
Outros países que assinaram a declaração incluíram a Arábia Saudita, o Egito e o Catar, bem como os chefes da Liga Árabe e da Organização da Cooperação Islâmica.
Em 15 de fevereiro, o gabinete de Israel aprovou novas medidas para reforçar o controle de Israel sobre a Cisjordânia ocupada e facilitar a compra de terras pelos colonos, uma medida que os palestinos chamaram de ‘anexação de facto’.
A Cisjordânia está entre os territórios que os palestinos reivindicam para um futuro Estado independente. Grande parte dela está sob controle militar israelense, com autonomia palestina limitada em algumas áreas administradas pela Autoridade Palestina, apoiada pelo Ocidente.
A declaração conjunta afirma que os assentamentos e as decisões destinadas a promovê-los constituem “flagrante violação do direito internacional” e um passo em direção a uma ‘anexação de facto inaceitável’.
Os ministros afirmaram ainda que as medidas também prejudicam os esforços em curso para a paz e a estabilidade na região e ameaçam qualquer perspectiva significativa de integração regional.
(Reportagem de Tuvan Gumrukcu; Texto adicional de Michael Susin)
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