
Anotações feitas pelo senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), encontradas por jornalistas indicam que o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) teria pedido R$ 15 milhões para não se candidatar nesta eleição.
O documento, intitulado “situação nos Estados” teria sido preenchido com anotações durante uma reunião na sede do Partido Liberal para discutir as chapas que disputarão as eleições em cada unidade federativa.
Na seção do documento reservada ao Mato Grosso do Sul, estariam os nomes do governador Eduardo Riedel (PP) como candidato à reeleição e Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) como nomes indicados ao Senado. Ao lado, há uma anotação em caneta com o comentário “Pollon pediu 15 mi p/ não ser candidato”.
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Em coletiva no mesmo dia, Flávio atestou a veracidade do documento encontrado, mas defendeu que seus comentários foram distorcidos em narrativas.
“As pessoas iam conversando comigo, me indicavam alguma coisa e eu anotava no papel. Em algum momento [durante coletiva no PL] algum coleguinha de vocês [jornalistas] pegou minhas anotações e tirou foto. Mas não eram opiniões minhas, as pessoas me sugeriam e eu anotava. […] E eu quero desfazer uma mentira que já começou a ser vinculada como se o deputado Pollon tivesse pedido alguma coisa para deixar de ser candidato. Aquilo nunca aconteceu. O que aconteceu foi que as pessoas que estavam conversando comigo disseram isso ao Pollon, anotei para não esquecer de avisar a ele sobre essa mentira contra ele”, explicou.
Confira o pronunciamento:
Outros registros
As demais anotações de Flávio também traziam pequenas análises sobre o cenário eleitoral. Mateus Simões (Novo), o escolhido pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para compor chapa, por exemplo, é descrito nos apontamentos como um nome que “puxa para baixo” o projeto presidencial do grupo.
A anotação sugere uma preocupação direta com o impacto do desempenho estadual sobre a campanha nacional
Minas é considerado um dos estados mais importantes para a disputa pela Presidência. Segundo maior colégio eleitoral do Brasil, o estado costuma funcionar como termômetro das eleições e, comumente, o presidenciável que ganha a maioria dos votos em MG também é escolhido pela maioria dos votos no país.
Em São Paulo, as anotações indicam uma tentativa de emplacar o presidente da Assembleia Legislativa (Alesp), André do Prado (PL), no lugar de Felício Ramuth (PSD), atual vice do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ao lado do nome de Ramuth há um cifrão ($), uma possível referência a investigação contra o parlamentar por suposta lavagem de dinheiro em país estrangeiro.
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