Após a ofensva militar dos Estados Unidos e Israel ao Irã, neste sábado (28), que matou o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamene, o país persa começou uma série de retaliações atacando aliados dos EUA no Golfo Pérsico, incluindo Kuwait, Catar e Emirados Árabes, que tem Dubai como sua maior cidade.
Ricardo Camargo, morador de Hortolândia presenciou todo o pavor, misturado com uma estranha sensação de normalidade nas ruas de Dubai. Ele chegou ao local na noite deste sábado, por volta das 19h, e recebeu alertas no celular.
“São mensagens iguais ao da Defesa Civil no Brasil. Falava para se esconder em bunkers, evitar áreas de janela. Todo mundo desceu para o saguão do hotel. Senhoras, crianças, todo mundo desesperado. Foram três avisos rápidos referentes a bombas e mísseis”,
relatou Camargo em vídeo enviado à EPTV Campinas.
Ele, que está acompanhado da esposa e iria voltar ao Brasil apenas no dia 4 de março, conseguiu um voo para este domingo (1º), mas depende da abertura dos aeroportos.
Em um hotel no Centro de Dubai, Camargo está próximo ao Burj Khalifa, prédio mais alto do mundo, e do Dubai Mall, maior shopping da cidade. Em vídeo gravado por ele da varanda do hotel, Camargo mostra a aparente normalidade, em meio a relatos de explosões.
Irã promete mais retaliações
A confirmação do assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, elevou a tensão no Oriente Médio e desencadeou uma série de ameaças entre autoridades iranianas, norte-americanas e israelenses. O governo iraniano prometeu uma retaliação ampliada, com possíveis ataques a bases dos Estados Unidos na região e a alvos em Israel.
Em resposta, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que poderá empregar uma força militar “nunca antes vista” caso o Irã amplie os ataques. Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu que a população iraniana se levante contra o regime dos aiatolás.
Após a morte de Khamenei, autoridades iranianas anunciaram a criação de um Conselho de Liderança interino, responsável por conduzir o país até a escolha do novo líder supremo.
O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, declarou que os Estados Unidos e Israel não conseguirão enfraquecer o país e garantiu continuidade política e militar após a morte do líder religioso.
“Ontem, o Irã lançou mísseis contra os Estados Unidos e Israel, e eles causaram danos. Hoje, nós os atingiremos com uma força que eles jamais experimentaram”, informou a autoridade iraniana em rede social.
A ameaça foi respondida pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que alertou para consequências severas em caso de novos ataques iranianos.
“É melhor que não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”, disse o mandatário estadunidense.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também se pronunciou em rede nacional e convocou a população iraniana a protestar contra o governo, afirmando que Israel pretende ampliar operações militares nos próximos dias.
“Chegou a hora de vocês irem às ruas, irem às ruas aos milhões, para terminar o trabalho, para derrubar o regime de terror que tornou suas vidas miseráveis”, disse o chefe de governo de Tel Aviv.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que as ações de Israel e dos Estados Unidos representam uma ameaça global e violam o direito internacional.
“Sem dúvida, a indiferença e a inação diante dos crimes organizados e da opressão dos Estados Unidos e do regime sionista encorajarão os agressores e colocarão o mundo e as futuras gerações sob a sombra de graves consequências”, disse o comunicado da chancelaria iraniana.
Entenda o conflito
Esta é a segunda vez, em oito meses, que Israel e os Estados Unidos realizam ataques contra o Irã em meio às negociações envolvendo o programa nuclear e balístico iraniano.
Durante o primeiro governo Trump, os EUA abandonaram o acordo nuclear firmado em 2015, ainda na gestão do então presidente Barack Obama, que previa inspeções internacionais no programa nuclear do Irã. Washington e Tel Aviv sempre acusaram Teerã de tentar desenvolver armas nucleares.
O governo iraniano, por sua vez, sustenta que o programa possui fins pacíficos e afirma ter se mostrado disposto a aceitar inspeções internacionais.
Israel, embora seja frequentemente acusado de possuir armas nucleares, nunca permitiu inspeções internacionais em seu próprio programa nuclear.
Ao iniciar seu segundo mandato, em 2025, Donald Trump retomou a pressão sobre Teerã, exigindo não apenas o desmantelamento do programa nuclear, mas também o fim do desenvolvimento de mísseis balísticos de longo alcance e o encerramento do apoio a grupos aliados do Irã, como o Hamas, na Palestina, e o Hezbollah, no Líbano.
LEIA TAMBÉM: Veja qual foi o consórcio que venceu o leilão da Rota Mogiana por R$ 1,08 bilhão
Fique ON
Quer ficar ligado em tudo o que rola em Campinas? Siga o perfil do acidade on Campinas no Instagram e também no Facebook.
Receba notícias do acidade on Campinas no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Campinas e região por meio do WhatsApp do acidade on Campinas: (19) 97159-8294.
Também estamos on no Threads e no Youtube.
O post Morador da região relata tensão em Dubai após bombardeios do Irã apareceu primeiro em ACidade ON Campinas.
