
O Índice Mundial de Contêineres (WCI, na sigla em inglês) aumentou 3% na última semana, para US$ 1.958 por contêiner de 40 pés, informou a consultoria internacional de supply chain Drewry. A alta acontece após sete semanas seguidas de queda e ainda não espelha os efeitos totais da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.
A empresa de análises atribuiu o movimento a um aumento nas tarifas nas rotas de comércio transpacífico.
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As tarifas spot nas rotas de comércio Ásia–Europa permaneceram sob pressão, com as tarifas de Xangai–Roterdã caindo 2%, para US$ 2.052 por contêiner de 40 pés, e as de Xangai–Gênova aumentando apenas 1%, para US$ 2.844.
Segundo a Drewry, os volumes normalmente se recuperam em março, à medida que as fábricas na Ásia reabrem após os feriados do Ano Novo Chinês – nesse período, as companhias marítimas começaram a planejar a entrada de capacidade. Para as próximas duas semanas, apenas quatro viagens tiveram anúncio de cancelamento na rota Ásia–Europa/Mediterrâneo no momento da análise. Assim, a expectativa já era de que tarifas spot nessa rota subiriam antes do início do conflito.
Já as tarifas spot de Xangai para Los Angeles aumentaram 10%, para US$ 2.402, enquanto as de Xangai para Nova York subiram 7%, para US$ 2.977 por contêiner de 40 pés.
A análise destaca que os ataques dos EUA e de Israel ao Irã praticamente paralisaram o movimento de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, que responde por cerca de 20% da oferta global de petróleo, pressionando os preços do petróleo bruto para cima em meio a preocupações com o abastecimento.
“Caso a situação persista, a alta nos custos de bunker (combustível marítimo), os prêmios de risco de guerra e as disrupções operacionais podem elevar o custo total do frete e exercer pressão de alta sobre as tarifas do transporte de contêineres.”
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