Segundo rumores recentes, a Microsoft estaria avaliando encerrar o lançamento de jogos da franquia Call of Duty diretamente no Xbox Game Pass no primeiro dia.
A possível mudança surge após a série ter sido integrada ao serviço como parte da estratégia pós-aquisição da Activision Blizzard. Caso se confirme, a decisão pode representar uma revisão importante no modelo adotado pela empresa.
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Nos últimos anos, a chegada de títulos da franquia ao catálogo no lançamento foi tratada como um movimento chave para fortalecer o Game Pass. Ainda assim, novas informações indicam que os resultados dessa estratégia podem estar sendo analisados internamente, especialmente considerando o peso comercial da série e a nova gestão.
Até o momento, a Microsoft não se pronunciou oficialmente sobre o tema. Mesmo assim, os rumores reforçam que o futuro de Call of Duty dentro do serviço pode passar por ajustes.
Xbox passa por grandes reformulações com nova CEO
Durante uma transmissão recente, o jornalista Jez Corden, do Windows Central, afirmou ter ouvido que o Xbox considera remover Call of Duty do Game Pass como lançamento simultâneo ainda neste ano. Segundo ele, a medida está sendo discutida internamente, embora não haja confirmação oficial até o momento.
“Se eles tirarem Call of Duty do Game Pass este ano, o que é uma possibilidade pelo que ouvi, acho que isso vai revelar algumas das falhas na estratégia”, afirmou Corden ao comentar o cenário atual.
A possível mudança acontece em meio a uma fase de reformulação dentro da Microsoft Gaming, agora sob comando de Asha Sharma, que assumiu o cargo de CEO após a saída de Phil Spencer. A nova liderança pode influenciar decisões estratégicas envolvendo distribuição e monetização.
Nesse contexto, a empresa pode estar reavaliando como posicionar seus principais títulos dentro do serviço, especialmente aqueles com grande potencial de vendas fora do modelo por assinatura.
Call of Duty é “tão grande” que poderia prejudicar o Game Pass — e vice-versa
Na mesma transmissão, Jez Corden destacou que a presença de Call of Duty no Game Pass pode gerar impactos tanto positivos quanto negativos para o serviço. Segundo ele, o tamanho da franquia pode influenciar diretamente a distribuição de recursos dentro da plataforma.
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“Call of Duty vai absorver boa parte dessa receita, o que acaba reduzindo o dinheiro disponível mês a mês para investir em conteúdo novo”, explicou o jornalista ao abordar o tema.
Ele também apontou que, mesmo em anos considerados mais fracos, a franquia continua extremamente dominante, o que pode afetar o equilíbrio do catálogo do serviço e a visibilidade de outros jogos.
Por outro lado, a inclusão do título no Game Pass reduz a necessidade de compra individual, o que pode impactar a receita direta da série. Esse cenário levanta dúvidas sobre a sustentabilidade da estratégia a longo prazo.
Se Call of Duty não conseguir aumentar o número de assinantes do Game Pass, “nada conseguirá”
Em 2024, Christopher Dring, do GamesIndustry.biz, já havia destacado que a chegada de Call of Duty ao Game Pass seria um teste decisivo para o crescimento do serviço. Na época, o jornalista apontou o peso da franquia como um indicador relevante para o modelo de assinatura.
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“Se Call of Duty não conseguir mudar a situação em termos de número de assinantes, provavelmente nada conseguirá”, afirmou Dring em entrevista à BBC.
A série é uma das mais populares da indústria, acumulando centenas de milhões de cópias vendidas ao longo dos anos. Por isso, sua presença no Game Pass foi vista como uma aposta estratégica de alto impacto.
A decisão de incluir o título no lançamento marcou uma mudança significativa na abordagem da Microsoft, que passou a priorizar ainda mais o crescimento via assinaturas.
Agora, com os rumores sobre possíveis mudanças, o desempenho da franquia dentro do serviço volta ao centro das discussões sobre o futuro do Game Pass.
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