O acesso à internet no Irã pela população está em um nível mínimo de funcionamento há seis dias. Desde os primeiros ataques de Estados Unidos e Israel contra o país, houve um corte na conexão do local com a rede por determinação do governo.
Ferramentas de monitoramento de acesso como o NetBlocks confirmam que, desde o dia 28 de fevereiro, há uma “escuridão digital” no país e apenas 1% de conectividade média — o que significa um sinal altamente lento e instável, caso você ao menos consiga uma conexão.
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Isso significa que há muitas dificuldades no acesso mesmo a serviços básicos de comunicação com outras pessoas que exijam sinal, como redes sociais e mensageiros, ou localização e deslocamento, como plataformas de mapas. Até mesmo o contato de brasileiros com o embaixador do Brasil foi dificultado por essa limitação.
Uma rede regional e interna segue no ar, porém altamente limitada em banda e serviços liberados. “Entretanto, o regime continua a promover sua agenda por meio de redes autorizadas, cultivando ativos de mídia no país e no exterior”, denuncia o NetBlocks.
Governo ameaça quem usa VPNs
O país também passou por um “apagão de internet e telefone” em janeiro, em meio a uma onda de protestos contra as autoridades locais. Os poucos serviços que seguem no ar viraram alvo de ataques digitais também de EUA e Israel que miraram sites, serviços e infraestruturas críticas do país do Oriente Médio.
Além disso, de acordo com a agência de notícias AFP, o governo está ameaçando quem tenta burlar o bloqueio a partir de conexões clandestinas ou o uso do de redes virtuais privadas (VPNs).
- Um perfil de ativismo por direitos de acesso à internet no Irã denunciou que tentativas sucessivas de conexão via VPNs resultam em uma mensagem enviada ao celular do usuário com um alerta.
- “Se você repetidamente se conectar com a internet internacional nos próximos dias, a sua linha será bloqueada e as medidas cabíveis serão tomadas para levar o seu caso para as autoridades judiciais“, diz o recado.
- Quem consegue a conexão relata uma velocidade bastante lenta ou precisa apelar para métodos clandestinos — como o uso de internet via satélite da Starlink a partir de antenas contrabandeadas, já que a empresa não vende os equipamentos oficialmente no país.
Como é o “túnel de drones” que o Irã tem pronto para guerras no ar? Confira as imagens nesta matéria.
