Campinas conta com 230 estudantes imigrantes matriculados na educação infantil e no ensino fundamental da Rede Municipal. Segundo a secretária Municipal de Educação, esses alunos vêm de 29 países diferentes, sendo que os maiores grupos imigraram da Venezuela, Colômbia e Haiti. Juntos, as crianças e adolescentes desses três países representam 60,8% dos estudantes estrangeiros matriculados em unidades educacionais no município.
A pasta informou que a quantidade de estudantes imigrantes da rede de ensino municipal oscila anualmente em Campinas. De acordo com a Prefeitura, os grupos mais numerosos deixaram os países de origem por causa de fatores como crises humanitárias, econômicas e políticas, além da busca por segurança, alimentação e emprego.
Neste cenário, se destacam na educação básica de Campinas, em 2026, alunos nascidos na Venezuela, Colômbia e Haiti:
- Venezuelanos – 97 (55 no infantil e 42 no fundamental)
- Colombianos – 26 (17 no infantil e 9 no fundamental)
- Haitianos – 17 (9 no infantil e 8 no fundamental)
Em relação ao ano passado, a educação básica de Campinas apresentou, neste ano, uma queda de aproximadamente 9,45% no número de alunos imigrantes. Enquanto, em 2025, a cidade contava com 254 estudantes matriculados, o número caiu para 254, em 2026.
Quantidade de estudantes de outros países por ano:
- 2026: 230
- 2025: 254
- 2024: 210
- 2021: 204
Países de origem dos imigrantes na educação básica de Campinas
- Venezuela
- Colômbia
- Haiti
- República Dominicana
- Angola
- Peru
- Cuba
- Paraguai
- Argentina
- Equador
- Afeganistão
- Alemanha
- Chile
- Etiópia
- Irlanda
- Itália
- Portugal
- Egito
- Japão
- Bolívia
- Congo
- EUA
- Marrocos
- Moçambique
- Paquistão
- Emirados Árabes
- Catar
- Gabão
- Bélgica
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Busca por uma vida melhor
Uma das alunas imigrantes que estuda em Campinas é a venezuelana Rosiber Martinez, de 13 anos, que está na cidade com a família desde junho do ano passado. Antes disso, ela saiu de El Tigre em 2019 e passou por Manaus (AM). Hoje, a jovem estuda na Emef/EJA Padre José Narciso Ehrenberg, no Jardim São Marcos.
“Viemos por causa da situação econômica de lá, para ter um futuro melhor. Um dia pretendo voltar para o meu país, mas gosto muito de Campinas”, conta Rosiber.
Barreira na língua?
Marie Louistal, de 14 anos, cita a busca por segurança como um dos motivos para a família deixar Porto Príncipe, capital do Haiti. No caso dela, o uso de algumas palavras do crioulo haitiano faz com que professores e a diretora Márcia Cavati recorram às plataformas de tradução online para apoio e entender a estudante.
“Ao mesmo tempo em que é desafiador, por conta do idioma quando eles chegam, é muito enriquecedor culturalmente”, avalia a diretora.
De acordo com Cavati, a presença de haitianos na Padre José Narciso Ehrenberg já acontece há pelo menos uma década. Porém, mais recentemente, a escola também tem recebido alunos de outras nacionalidades.
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