
Israel vem ampliando sua presença militar no sul do Líbano depois de um aumento nos ataques com foguetes lançados pelo grupo Hezbollah a partir do território libanês.
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) já se deslocaram para mais de uma dezena de pontos no Líbano e tendem a avançar ainda mais, segundo um oficial israelense que falou sob condição de anonimato por se tratar de movimentos militares. Segundo comunicado divulgado pelas IDF nesta segunda-feira (16), o objetivo é “reforçar uma postura defensiva avançada” contra o Hezbollah, aliado do Irã.
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Esse é o mais recente degrau de escalada em uma frente que hoje é central na guerra no Oriente Médio e um novo sinal de que a atuação de Israel no Líbano pode se prolongar mais do que os combates diretos contra o Irã.
O Hezbollah passou a lançar foguetes contra Israel em resposta aos ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel que desencadearam o conflito há pouco mais de duas semanas. Desde então, bombardeios israelenses no Líbano mataram 850 pessoas, de acordo com o governo libanês, e forçaram centenas de milhares a deixar suas casas. Partes de Beirute foram destruídas.
De acordo com Nadav Shoshani, porta-voz das IDF, os ataques do Hezbollah se intensificaram nos últimos dias, com o grupo lançando em torno de cem foguetes e drones por dia contra Israel desde o fim da semana passada. Cerca de um terço da população israelense vive dentro do raio de alcance desses armamentos.
Até o momento, os ataques do Hezbollah mataram dois soldados israelenses no sul do Líbano.
Antes disso, Israel já havia ordenado a evacuação de todos os civis que vivem ao sul do rio Litani, o que indica a intenção de ocupar uma faixa de fronteira equivalente a cerca de 10% do território libanês.
As forças israelenses afirmam que precisam estar fisicamente em território libanês para impedir que o Hezbollah retome ataques com mísseis guiados como os que atingiram cidades no norte de Israel em confrontos ligados à guerra em Gaza.
Shoshani disse que a avaliação é de que centenas de combatentes do Hezbollah estejam se deslocando para o sul do Litani para enfrentar tropas israelenses ou promover novos ataques transfronteiriços.
Questionado se as posições militares de Israel no Líbano serão mantidas depois que a ameaça for considerada contida, Shoshani respondeu: “A definir”.
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