
O primeiro turno das eleições municipais na França indicou avanço do partido de ultradireita liderado por Marine Le Pen, o Reunião Nacional (RN), ampliando a presença da sigla em diversas cidades do país.
O resultado, divulgado após a votação realizada no domingo (15), é visto como um termômetro político antes da eleição presidencial prevista para o próximo ano, quando termina o mandato de Emmanuel Macron.
Embora as eleições municipais francesas costumem ser fortemente influenciadas por temas locais e pela popularidade dos candidatos nas cidades, o pleito deste ano ganhou dimensão nacional. O desempenho das legendas tem sido interpretado como um teste da capacidade dos partidos de ampliar bases eleitorais e formar alianças antes da disputa presidencial.
Para Le Pen e seu aliado político Jordan Bardella, presidente do RN, os resultados iniciais indicam progresso na estratégia de expansão territorial da legenda. Tradicionalmente forte nas regiões industriais do norte da França, o partido tenta consolidar presença também no sul do país.
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Avanço em cidades estratégicas
No primeiro turno, candidatos do Reunião Nacional ficaram entre os mais votados em cidades importantes como Marselha e Nice, posicionando o partido de forma competitiva para o segundo turno, marcado para 22 de março.
O desempenho também foi relevante em municípios onde a ultradireita já possui presença consolidada, como Perpignan e Toulon.
Apesar do avanço, a vitória final ainda depende das negociações políticas típicas da segunda rodada eleitoral francesa, quando partidos frequentemente formam alianças para bloquear adversários.
Disputa aberta em Paris
Na capital francesa, o Partido Socialista aparece bem posicionado para manter o controle da prefeitura após mais de duas décadas no poder. O candidato socialista Emmanuel Grégoire terminou o primeiro turno à frente da conservadora Rachida Dati.
No entanto, a disputa em Paris permanece aberta. Outros três candidatos avançaram para o segundo turno: o centrista Jean-Yves Bournazel, a candidata da extrema-esquerda Sophia Chikirou e Sarah Knafo, representante da ultradireita.
A presença de vários concorrentes no segundo turno tende a intensificar as negociações políticas nos próximos dias, já que alianças ou desistências podem alterar significativamente o resultado final.
Outros movimentos políticos
O ex-primeiro-ministro Édouard Philippe, de centro-direita, também teve um resultado relevante ao liderar o primeiro turno na cidade portuária de Le Havre, com cerca de dez pontos de vantagem sobre os adversários.
Já o partido de esquerda radical A França Insubmissa (LFI), liderado por Jean-Luc Mélenchon, participou das eleições municipais com centenas de candidatos pela primeira vez.
A legenda registrou desempenho expressivo em cidades como Lille e Saint-Denis, na região metropolitana de Paris. Em Roubaix, no nordeste do país, um candidato do LFI aparece competitivo para vencer o segundo turno, o que poderia garantir ao partido sua primeira prefeitura em uma cidade com mais de 100 mil habitantes.
Negociações antes do segundo turno
Com o segundo turno marcado para o próximo domingo, partidos e candidatos devem intensificar negociações para fusão de listas eleitorais e acordos políticos.
Essas alianças são comuns no sistema eleitoral municipal francês e podem definir o resultado final em diversas cidades, tanto para consolidar vitórias quanto para impedir o avanço de adversários.
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