
A Mastercard anunciou que vai comprar a BVNK, uma startup de infraestrutura para stablecoins, por até US$ 1,8 bilhão. O acordo vem quatro meses depois do fim das negociações entre a BVNK e a Coinbase, que discutiam uma venda de cerca de US$ 2 bilhões.
O valor inclui US$ 300 milhões em pagamentos condicionados a metas, segundo comunicado divulgado pelas empresas nesta terça-feira (17). Elas não informaram se o pagamento será feito em dinheiro, ações ou uma combinação dos dois.
Gigantes de meios de pagamento como Mastercard e Visa vêm se movimentando para continuar relevantes à medida que novas tecnologias financeiras ganham espaço.
Sediada em Purchase, no estado de Nova York, a Mastercard lançou no começo deste mês uma rede global de parcerias com mais de 85 empresas de cripto e ativos digitais, para integrar o sistema financeiro tradicional com novas formas de pagamento. Segundo a empresa, pagamentos com moedas digitais movimentaram pelo menos US$ 350 bilhões em volume no ano passado.
No setor, há quem defenda que o futuro está nos meios de pagamento tradicionais; outros apostam em soluções baseadas em stablecoins, disse Jorn Lambert, diretor de produtos da Mastercard, em entrevista.
“O valor está em conseguir se conectar aos dois, e fazer essa conexão exige vários intermediários”, afirmou. “É uma tecnologia muito técnica e sofisticada. O tempo de chegada ao mercado faz diferença, e entendemos que, se fôssemos desenvolver tudo do zero, levaria um bom tempo.”
Embora a Mastercard queira ganhar espaço no mercado de stablecoins, a ideia não é mexer nos pagamentos com cartão já usados no dia a dia pelos consumidores, que, segundo Lambert, funcionam bem, principalmente nos Estados Unidos.
A exchange de criptomoedas Coinbase chegou a confirmar, no fim do ano passado, que avaliava comprar a BVNK, sediada em Londres, mas as conversas foram encerradas em novembro. O cofundador e presidente-executivo da BVNK, Jesse Hemson-Struthers, preferiu não comentar o que chamou de “pura especulação” sobre negociações anteriores.
Fundada em 2021, a BVNK atua como uma espécie de “ponte” para entrada em redes de blockchain em mais de 130 países.
“É uma infraestrutura que leva muitos anos para ser construída, assim como toda a parte de compliance que dá suporte a isso”, disse Hemson-Struthers. “A partir daí, conseguimos viabilizar vários casos de uso para envio, recebimento e conversão de stablecoins, que agora podemos oferecer em escala.”
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