
O Vaticano pediu nesta quarta-feira (18) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interrompa a guerra no Oriente Médio. O apelo foi feito por meio de um pronunciamento do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, em um movimento fora do comum.
Embora o discurso tenha sido direcionado a Trump, Parolin também fez um pedido relacionado à atuação de Israel no conflito. O cardeal disse ao americano que “deixe o Líbano em paz”.
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“Se Donald Trump estivesse aqui, eu lhe diria para parar a guerra o mais rápido possível, porque o perigo de escalada está sobre nós”, afirmou.
E completou: “Eu diria para deixar o Líbano em paz, e esta mensagem também deve ser dirigida aos israelenses: devemos tentar resolver os problemas que eles acreditam existir por meios pacíficos, como a diplomacia e o diálogo”.
A fala foi feita durante o lançamento de um livro sobre o papa Leão XIV na Câmara dos Deputados da Itália. A declaração foge ao padrão usual dos porta-vozes do Vaticano por ser dirigida publicamente a um líder específico.
Na segunda-feira (16), o papa Leão XIV pediu que jornalistas destaquem o sofrimento causado pela guerra em suas reportagens e alertou para o perigo de matérias acabarem “glorificando conflitos”.
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