
O juro real do Brasil chegou a 9,51% nesta quarta-feira (18), após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em reduzir a taxa básica de juros, a Selic, a 14,75%. Com isso, o Brasil segue tendo o segundo maior juro real do mundo pela oitava vez seguida, de acordo com o levantamento da MoneYou e Lev Intelligence, liderado pelo economista-chefe Jason Vieira. O ranking leva em conta as 40 maiores economias do mundo.
Caso o Copom optasse pelo corte de meio ponto percentual, o Brasil teria o quarto maior juro real do mundo e iria a 8,75%. Se mantivesse a Selic em 15%, o país continuaria na segunda posição, mas o juro real seria maior, de 9,83%.
A projeção de Vieira para esta reunião do Copom contemplava 40% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual, 35% de corte de 0,5 p.p. e 25% de manutenção. A análise considerou o quadro de incertezas inflacionárias, agravado pelo conflito no Oriente Médio.
O que é o juro real
Segundo Vieira, o cálculo do juro real leva em conta a combinação da inflação projetada para os próximos 12 meses e a taxa de juros DI a mercado com vencimento em março de 2027.
Em janeiro, o juro real era de 9,23%. Em dezembro, estava em 9,44% e, em novembro, era de 9,74%.
Turquia lidera ranking
A Turquia recuperou a liderança do ranking, com juro real de 10,38%. Na última reunião do Copom, em janeiro, a Rússia ocupava essa posição. Agora, Rússia e Argentina dividem juros reais de 9,41% cada. Em seguida vem o México (5,39%) e a África do Sul (5,22%).
No ranking entre 40 países, 82,50% mantiveram os juros, 7,50% elevaram as taxas e 10,00% cortaram. Na análise geral feita por Vieira com 164 países, 79,27% mantiveram os juros, 3,05% elevaram e 17,68% cortaram.
| Ranking dos juros reais | ||
| 1 | Turquia | 10,38% |
| 2 | Brasil | 9,51% |
| 3 | Rússia | 9,41% |
| 4 | Argentina | 9,41% |
| 5 | México | 5,39% |
| 6 | África do Sul | 5,22% |
| 7 | Indonésia | 3,31% |
| 8 | Hungria | 3,02% |
| 9 | Colômbia | 2,99% |
| 10 | Filipinas | 2,81% |
| 11 | Hong Kong | 2,71% |
| 12 | Polônia | 2,61% |
| 13 | Israel | 2,39% |
| 14 | Chile | 2,23% |
| 15 | República Tcheca | 2,20% |
| 16 | Cingapura | 2,10% |
| 17 | Índia | 2,00% |
| 18 | Austrália | 1,62% |
| 19 | Tailândia | 1,51% |
| 20 | Coréia do Sul | 1,35% |
| 21 | Malásia | 1,28% |
| 22 | Reino Unido | 1,24% |
| 23 | Bélgica | 0,97% |
| 24 | China | 0,79% |
| 25 | França | 0,74% |
| 26 | Suécia | 0,74% |
| 27 | Estados Unidos | 0,58% |
| 28 | Grécia | 0,44% |
| 29 | Itália | 0,35% |
| 30 | Espanha | 0,27% |
| 31 | Dinamarca | 0,22% |
| 32 | Alemanha | 0,18% |
| 33 | Portugal | 0,11% |
| 34 | Holanda | 0,01% |
| 35 | Nova Zelândia | -0,03% |
| 36 | Áustria | -0,07% |
| 37 | Taiwan | -0,15% |
| 38 | Suíça | -0,21% |
| 39 | Japão | -0,97% |
| 40 | Canadá | -1,54% |
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