
Um dos maiores símbolos do poderio militar dos Estados Unidos, o USS Gerald R. Ford impressiona pelo tamanho e tecnologia de combate embarcada, a mais avançada já vista no mar. No entanto, o maior porta-aviões do mundo escondia um problema inusitado: nesta semana, ele deixou de apoiar as operações contra o Irã por problemas nas instalações sanitárias, além de um incêndio.
Comissionado em 2017 e tendo custado astronômicos US$ 13 bilhões aos cofres americanos, o Gerald R. Ford pesa cerca de 100 mil toneladas e possui aproximadamente 300 metros de comprimento (1.000 pés).
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O navio pode abrigar e operar simultaneamente até 75 aeronaves, incluindo os temidos caças furtivos F-35C Lightning II, os caças de ataque F/A-18 Super Hornets e as plataformas de alerta aéreo antecipado E-2D Hawkeye.
O porta-aviões tem vários sistemas de defesa área e mísseis do tipo Sea Sparrow Evolved, de médio alcance usados para combater drones e aeronaves, e Rolling Airframe.
A classe Ford foi desenvolvida para substituir e superar os porta-aviões da classe Nimitz. O design focado em eficiência e automação foi concebido para entregar uma taxa de geração de missões cerca de 33% maior, ao mesmo tempo em que reduz as necessidades de tripulação em 20% em comparação com as embarcações mais antigas.

Ainda assim, o navio abriga quase 4,6 mil marinheiros durante o seu serviço no mar. E é justamente nesse ponto que a alta tecnologia esbarra em um problema muito humano.
O Gerald R. Ford é alimentado por dois reatores nucleares e pode navegar a mais de 55 km/h.

Incêndio e ralos entupidos
Recentemente, mais de 100 camas ficaram inutilizáveis e cerca de 200 marinheiros foram avaliados por inalação de fumaça após chamas atingirem uma lavanderia, de acordo com oficiais militares.
Eles também disseram que, embora o incêndio tenha sido extinto em poucas horas, os esforços mais amplos de controle de danos levaram cerca de 30 horas.
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Além do incêndio, o porta-aviões também teve problemas com as instalações sanitárias, com ralos entupidos e longas filas nos banheiros, segundo a rádio RFI. Um relatório governamental divulgado em 2020 afirma que os ralos do navio entopem “inesperadamente e com frequência”, o que exige uma limpeza regular cujo custo chega a R$ 400 mil.
Ainda segundo a RFI, o comando do navio informou que “os incidentes de entupimento de ralos são resolvidos rapidamente por pessoal treinado em solução de problemas e engenharia, com tempo de inatividade mínimo”.
(Com Estadão Conteúdo)
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