
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Irã ameaçaram ampliar a guerra atacando instalações de energia e dessalinização no Golfo, um possível aumento das hostilidades que pode aprofundar uma crise regional e elevar as preocupações nos mercados globais.
Sirenes de ataque aéreo soaram em Israel desde as primeiras horas da manhã de domingo, alertando sobre a chegada de mísseis do Irã, depois que dezenas de pessoas ficaram feridas durante a noite em dois ataques separados nas cidades de Arad e Dimona, no sul de Israel.
As Forças Armadas israelenses disseram horas depois que estavam atacando Teerã em resposta.
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Os riscos de agravamento do conflito regional, destacados por uma ameaça iraniana de atingir as usinas de dessalinização dos Estados do Golfo, que têm escassez de água, são especialmente graves para os países desérticos cujas populações e economias dependem das instalações de produção de água.
Enquanto alguns, como Arábia Saudita, Omã e Emirados Árabes Unidos, podem recorrer a mais de um mar, outros — incluindo Catar, Barein e Kuweit — ficam aglomerados ao longo da costa do Golfo, sem litoral alternativo, deixando as usinas de dessalinização críticas expostas a qualquer escalada que vise a energia e a infraestrutura.
No sábado, Trump ameaçou ‘obliterar’ as usinas de energia do Irã se Teerã não reabrir totalmente o Estreito de Ormuz em 48 horas, sugerindo uma escalada significativa apenas um dia depois de ele ter falado em ‘reduzir’ a guerra, agora em sua quarta semana.
O Irã disse no domingo que atacaria a infraestrutura dos EUA, bem como as instalações de energia e dessalinização no Golfo, além de fechar completamente o estratégico Estreito de Ormuz, se Trump levar a cabo sua ameaça, que ele fez enquanto fuzileiros navais dos EUA e embarcações pesadas de desembarque continuavam a se dirigir para a região.
O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, escreveu no X que a infraestrutura crítica e as instalações de energia no Oriente Médio poderiam ser ‘irreversivelmente destruídas’ caso as usinas iranianas fossem atacadas.
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Mais de 2.000 pessoas foram mortas durante a guerra iniciada por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, que derrubou os mercados, elevou os custos dos combustíveis, alimentou os temores de inflação global e convulsionou a aliança ocidental do pós-guerra.
‘A ameaça do presidente Trump colocou agora uma bomba-relógio de 48 horas de elevada incerteza sobre os mercados’, disse o analista de mercado do IG Tony Sycamore, prevendo que os mercados acionários caiam na segunda-feira, uma vez que o fornecimento de energia continua tenso.
(Reportagem de Phil Stewart e Idrees Ali em Washington, Andrew Mills em Doha, Timour Azhari em Riad, Maayan Lubell em Jerusalém e Alexander Cornwell em Tel Aviv)
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