Moradores de Campinas têm relatado dificuldades para agendar consultas com especialistas nas Policlínicas da cidade por meio do telefone 160, do Disque Saúde. O serviço é utilizado para acesso a informações sobre saúde e orientações relacionadas ao SUS (Sistema Único de Saúde), além do agendamento de consultas e exames.
De acordo com uma moradora do Jardim São Cristóvão, ela vem tentando agendar uma consulta com um cardiologista desde o último dia 10 de março. Mas desde então não obteve sucesso.
“Às vezes que ligo, isso quando completa a ligação, vem uma mensagem que sou a 83 da fila de espera. Minha preocupação é perder os horários na agenda”, disse.
A dona de casa Ana Cibele Peres também reclamou do tamanho da fila de espera. “Depois de 40 minutos esperando, cheguei no número 30 e a ligação caiu. Não consigo mais ligar, estou tentando marcar consulta para o meu pai e meu tio. Já fui lá na Policlínica na Avenida Francisco Glicério e não consegui agendar de jeito nenhum. O telefone que me passaram da ouvidoria também não funciona”, afirmou.
Em apenas uma manhã, Ana fez 15 ligações para tentar atendimento e, quando finalmente conseguiu ser atendida, só conseguiu marcar com um especialista.
“É muito triste, porque nós estamos em uma cidade grande, só que a base pública não está atendendo a gente. O sistema foi colocado para melhorar, não para piorar”, afirmou José Peres, o tio da Ana.
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Serviço 160 é tarifado
De acordo com o site da Prefeitura, o serviço 160 é tarifado, ou seja, o cidadão paga enquanto espera na linha. A plataforma ainda informa outros números e um chat, mas segundo os pacientes nada funciona. Além disso, o site promete que o tempo de espera é de 8 minutos e que o atendimento acontece em 5.
Questionada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o sistema de agendamento de retorno de especialidades utilizado pela equipe do Disque Saúde 160 é mantido pelo Siresp (Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo), do Governo do Estado de São Paulo. De acordo com a pasta, o serviço está em processo de transição para o Siresp Digital.
“Por isso houve atraso na abertura das agendas de abril e um acúmulo de ligações nos últimos dias. Na quarta-feira, 25 de março, por exemplo, foram recebidas 2 mil ligações. Em um dia normal, o total fica entre 1,3 mil e 1,5 mil. Há previsão de normalização no tempo de atendimento nas próximas semanas”, disse em nota.
Quanto ao número de agendamentos por ligação, a secretária afirmou que existe uma limitação porque o serviço registrou uma série de casos em que uma mesma pessoa tentou fazer agendamentos para diversos pacientes na mesma chamada. Segundo a Gestão, esses episódios atrasaram o tempo de espera dos pacientes na fila.
“Diante das reclamações dos pacientes, os casos foram relatados para a Informática de Municípios Associados (IMA), que informou que está com atendentes empenhados, conforme previsto em contrato. Sobre as ligações não completadas ou que caíram, a IMA informou que, devido ao momento atípico, por conta da demanda represada, houve sobrecarga no sistema”, afirmou a pasta.
Sobre a tarifação das chamadas, a Prefeitura afirmou que os telefones de utilidade pública disponíveis para atendimento “não constituem gratuidade obrigatória das ligações”. No âmbito municipal, as exceções são os números 199, da Defesa Civil, e 192, do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).
*Com informações de Wesley Justino da EPTV Campinas
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