O Volkswagen Taigun é a versão indiana do nosso T-Cross. As semelhanças entre os dois são tão grandes que eles até compartilham o mesmo rival: o Hyundai Creta. Porém, o modelo asiático está recebendo um facelift que vai distanciá-lo um pouco do nosso SUV.
O facelift traz uma nova linguagem, inspirada no que vimos nos novos Taos e Tiguan. Isso fica evidente na grade dianteira, bem maior que a anterior, formada por uma grande peça preta com detalhes cromados, que está separada dos faróis e DRLs. O conjunto óptico fica mais acima, tendo uma barra de LED rente à linha do capô.
Para quem se interessou pela árvore genealógica do T-Cross, esse visual do Taigun é basicamente o mesmo do SUV chinês Tharu XR.
Na traseira, é fácil reconhecer os elementos do nosso T-Cross, em especial a lanterna abrigada em uma régua preta. E é ali que está a principal mudança: os desenhos internos da lanterna agora são formados por linhas menos segmentadas, e o logo recebeu iluminação.

Diferente do nosso SUV, as versões topo de linha do Taigun trocam o apelo off-road pela esportividade. As variantes GT Line e GT Plus Sport ganham alguns detalhes especiais na carroceria, como os logotipos GT, pinças de freio vermelhas e rodas exclusivas totalmente escurecidas. Além disso, as aletas cromadas na grade são substituídas por peças pretas.

Na cabine, também vemos o DNA esportivo da VW nas versões mais caras. Apenas elas têm bancos de couro sintético com detalhes em vermelho e o logotipo GT estampado. A cor vermelha também aparece decorando o painel e as portas, que são predominantemente pretos nessas versões. Nas mais baratas, o acabamento mistura preto e prateado.
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Sem alterar muito o design interno, a VW incrementou o Taigun com uma central multimídia de 10,1” e um quadro de instrumentos de 8” na maior parte da linha. Há também novos itens para os modelos mais caros, como bancos dianteiros ventilados e com ajustes elétricos para o motorista, teto solar panorâmico maior, carregador de celular sem fio e iluminação ambiente.

Estruturalmente, o Taigun não muda. Ele é feito sobre a plataforma MQB, a mesma do T-Cross, e compartilha o comprimento de 4,22 m e a distância entre-eixos de 2,65 m. Já o porta-malas é um pouco maior, com 385 litros, contra 373 do modelo nacional.
Sob o capô, o Taigun mantém as opções de motores 1.0 turbo de 115 cv e 1.5 turbo de 150 cv. A diferença é que as versões 1.0 trocam o câmbio automático de seis marchas por uma caixa automática com conversor de torque de oito marchas. Essa motorização mantém a opção de câmbio manual de cinco marchas.

Para o 1.5, nada muda, e ele vem acoplado a uma transmissão DSG de sete marchas.
A VW já deu início à produção do novo Taigun na fábrica da cidade de Pune, na Índia. O SUV também já entrou em pré-venda, mas os preços ainda não foram divulgados.

Esse visual não deve estrear no Brasil tão cedo. O nosso T-Cross recebeu um facelift na segunda metade de 2024. Nessa ocasião, as mudanças deixaram o SUV mais parecido com seu irmão europeu, com quem compartilha o mesmo nome.
