Um casal foi preso por abuso de vulnerável, lesão corporal e maus-tratos contra uma criança de 3 anos, na última quinta-feira (16), em Sumaré. O padrasto da vítima é apontado como o autor das agressões e do abuso sexual, enquanto a mãe foi detida por conivência com a violência.
O crime foi descoberto pelas funcionárias da creche frequentada pela criança. Ao notarem hematomas pelo corpo e lacerações nas partes íntimas da criança, as educadoras encaminharam a denúncia imediatamente à Delegacia de Defesa da Mulher do município.
Após a denúncia, a delegacia enviou a vítima a um posto de saúde, onde exames realizados por médicos confirmaram as lesões e o abuso. Diante das evidências, agentes da DDM foram até a residência da família na manhã de ontem.
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Suspeito já foi condenado pelo mesmo crime
No momento da abordagem policial, o padrasto tentou fugir, sendo necessário o uso de força para contê-lo. Na delegacia, a Polícia Civil constatou que o suspeito já era considerado foragido da Justiça, com uma condenação prévia de 19 anos, também pelo crime de abuso de vulnerável.
De acordo com a delegada Nathalia Cabral, os abusos sofridos pela criança já teriam começado há algum tempo.
“A criança já vinha sendo maltratada e, supostamente, molestada há um tempo, não teria sido a primeira vez ontem. Nesse caso, em específico, a mãe supostamente tinha conhecimento do que estava acontecendo com a filha, só que ela decidiu descredibilizar a palavra da criança e os sinais físicos que estavam presentes no corpinho da criança”, disse em entrevista a EPTV Campinas.
A mãe da vítima também possui histórico de irregularidades. Em 2025, ela foi abordada em Monte Mor sob a suspeita de tentar doar um bebê de poucos meses, uma irmã da criança. Além disso, o casal já era acompanhado pelo Conselho Tutelar desde o ano anterior.
“Nós identificamos a demanda, notificamos a mãe, a mãe veio aqui no conselho tutelar de Sumaré e a gente encaminhou ela para acompanhamento psicológico da rede”, disse Francis Alisson de Oliveira, coordenador do Conselho Tutelar de Sumaré, se referindo a época em que a suspeita tentou doar uma das filhas.
Ambos suspeitos foram encaminhados à Cadeia Pública de Sumaré, onde permanecem à disposição da Justiça.
Por sua vez, a criança agredida e mais dois irmãos foram levados para a casa de um tio. Ele contou que a criança já foi submetida a exame no IML (Instituto Médico Legal).
“A gente fica revoltado, não é fácil essa situação. Ela está bem cuidada, eu levei ela no IML agora de manhã para fazer os exames, fez os exames, eu conversei com a doutora. A gente sofre com a situação também, né? Hoje tudo que acontece, se não denunciar o que vai ser feito? Tem que denunciar e tem que pagar pelo que foi feito com a criança”, disse.
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Em nota, a Secretaria Municipal de Educação de Sumaré informou que a criança está matriculada em uma instituição conveniada ao município por meio do PROEB (Programa de Educação Básica) e que mantém um trabalho contínuo com as unidades parceiras.
“Isso inclui formações frequentes com professores e gestores, garantindo um olhar atento aos processos de aprendizagem e ao desenvolvimento das crianças.
Além disso, as equipes técnicas da Secretaria realizam acompanhamento e fiscalização constantes para verificar se as escolas conveniadas estão seguindo os padrões pedagógicos e estruturais da rede municipal.
A SME reforça seu compromisso com a qualidade da educação infantil e segue acompanhando de perto as demandas, garantindo o atendimento adequado às crianças da rede, tanto nas unidades próprias quanto conveniadas”, diz a nota.
*Com informações da EPTV Campinas
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