Campinas anunciou nesta terça-feira (21) uma obra para ampliar a alça de acesso da Avenida Benedicto Campos para a Prestes Maia, na região do Jardim do Trevo. De acordo com a Prefeitura, a obra terá investimento de R$ 1,27 milhão e será executada sob coordenação da Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas).
A ordem de serviço para início das obras foi assinada hoje e, de acordo com a Prefeitura, a previsão é que o trecho ampliado seja entregue até o final do ano.
Ainda segundo a Gestão, a ampliação da avenida vai melhorar a fluidez do trânsito em um ponto de tráfego intenso de veículos, principalmente nos períodos da manhã e da tarde. Com isso, a expectativa é que a obra diminua a formação de congestionamentos no local e diminua os tempos de deslocamento.
“Vai fazer com que os motoristas consigam entrar de forma mais ágil na Prestes Maia, da marginal para a principal. E, assim, melhorar a fluidez nas duas vias. Vai reduzir o trânsito lento. E é mais uma intervenção para salvar vidas no trânsito”, afirmou o presidente da Emdec, Vinicius Riverete.
Avenida é estratégica para a região
Com 2 quilômetros de extensão, a Avenida Prestes Maia recebe cerca de 85 mil veículos em dias úteis. De acordo com a Gestão, o acesso é estratégico por conectar bairros da região como:
- Jardim do Trevo
- São Bernardo
- Vila Santana
- Parque Itália
- Nova Europa
Além disso, a via também serve de rota de rota de ligação para as rodovias Anhanguera (SP-330), Santos Dumont (SP-075), Bandeirantes (SP-348) e a rodovia Lix da Cunha (SP-073), também conhecida como Estrada Velha de Indaiatuba.
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Mais intervenções da região
Além da ampliação da alça de acesso, a Prestes Maia tem passado por outra intervenção: o alargamento das pistas sobre a ponte do córrego Piçarrão, também na região do Jardim do Trevo.
Nesse trecho, a previsão é ampliar de duas para três faixas de rolamento em cada sentido (bairro/Centro e Centro/ bairro). A intervenção começou em março deste ano, tem investimento de cerca de R$ 6 milhões e prazo inicial de execução de 12 meses.
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VIU ESSA? – Árvores em terminais de ônibus? Entenda por que a Prefeitura começou a plantar mudas nos locais
Campinas ampliou na última semana o plantio de árvores nativas nos terminais de transporte público. De acordo com a Prefeitura, cerca de 100 mudas foram plantadas no Terminal BRT Campos Elíseos como parte de um projeto de arborização que busca reduzir as ilhas de calor nesses espaços.
Segundo a Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas), o plantio das mudas frutíferas e não-frutíferas tem o objetivo de criar “pequenos pomares” nos terminais, contribuindo tanto para a melhora da qualidade do ar quanto da sensação térmica.
“Também oferece um espaço para a atração de aves e pequenos animais”, disse Vinicius Riverete, o presidente da Emdec.
De acordo com a Gestão, para definir quais áreas mais necessitavam do plantio de mudas, foi realizado um diagnóstico ambiental utilizando um superdrone. Com o equipamento, foi possível identificar as ilhas de calor nos terminais e escolher a melhor localização para implantar a medida, que integra o programa Emdec+Verde.
A Prefeitura ainda afirma que a escolha das espécies também segue a estrutura dos terminais, podendo o plantio ser feito em canteiros ou formando pequenas manchas verdes.
Desde o final de fevereiro, setecentas mudas foram plantadas em oito terminais urbanos. Segundo a Gestão, além do Terminal Campos Elíseos, pequenos bosques ou canteiros foram criados nos terminais BRT Campo Grande, Santa Lúcia, BRT Satélite Íris, Padre Anchieta, Central, Vida Nova e Rodoviária.

Mas qual é a efetividade dessa medida?
Para entender a efetividade da implantação de pomares nos terminais de transporte público, o acidade on Campinas conversou com Vanessa Bello Figueiredo, professora doutora em planejamento urbano pela FAU USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo).
De acordo com Figueiredo, ilhas de calor urbanas são espaços que produzem maiores temperaturas ou sensações térmicas. Esses locais são mais impermeabilizados e menos vegetados, o que diminui a capacidade do solo de absorver água.(Leia a matéria completa)
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